Bom dia.
Ontem à noite, eu estava a ler um romance de fantasia quando me deparei com a seguinte frase:
Achei curioso - e obra do destino - deparar-me com esta frase, tendo em conta que, durante a aula de ontem, quem sugeriu remover a vírgula antes do “e” no texto da colega fui eu. Eis que, nesta frase, eu sinto a sua falta.
A verdade é que li esta passagem uma, duas, três vezes e pensei: “Meu Deus, que frase tão cansativa!” ( o que talvez, só talvez, se deva às horas a que eu estava a ler). Mas, imediatamente após a sua leitura, comecei a ponderar acerca de outras possíveis alternativas para tornar a frase menos pesada.
Eu percebo que não existe aqui um verdadeiro engano, mas surgiu-me a dúvida: se eu editasse a frase de forma mais simplista, estaria a cometer um erro? Como, por exemplo, reescrevendo-a deste modo:
"Azriel continuava à janela, confortavelmente oculto entre as sombras. A neve caía suavemente, salpicando o jardim e a rua para lá dele. E Amren..."
Removi dois “e”, e, a meu ver, a frase ganha outro tom e fica mais fluida.
Ou então:
"Azriel continuava à janela, confortavelmente oculto entre as sombras, e a neve caía suavemente, salpicando o jardim e a rua para lá dele. E Amren..."
Mantive a vírgula antes do primeiro "e", mas substituí o segundo "e" por uma vírgula. Para mim, faz toda a diferença.
O que acham? Partilham da mesma opinião que eu, ou preferem a frase original? Fiquei realmente curiosa com esta questão, que me surgiu no instante em que me deparei com isto.
Inês Marques

Demasiado «e... e.. e...» no original. Optaria pelo teu primeiro exemplo para ficar mais simples e claro. As pessoas acham que as frases muito longas são eruditas, mas quando não sabem usar conjunções devidamente, ficam só a parecer que foram escritas por alunos do terceiro ano.
ResponderEliminarObrigada, Rita.
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