sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Asterix e a impressão

 Aqui.



Masterclass: Marta Ferreira

 Marta Ferreira (1ª masterclass)

Nasceu no dia do Amor e cresceu a acreditar em contos de fadas. Aos 14 anos, leu um livro sobre uma jovem editora e nunca mais se imaginou a fazer outra coisa. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Europeias e tirou o Mestrado em Edição de Texto.

Entre 2013, tornou-se um animal editorial (mais concretamente um polvo), assumindo funções de assistente e, de 2021 a 2023, coordenadora editorial e de produção, no Pato Lógico, uma editora independente de livros ilustrados e ateliê de design. Foi também responsável pela gestão da distribuição, divulgação e serviço educativo da editora, tratando ainda de toda a burocracia, contabilidade e gestão financeira. (Daí o polvo.)
Pelo caminho, foi voluntária na Feira do Livro de Lisboa, livreira na livraria pop-up da Orfeu Negro e especializou-se em revisão de texto, gestão de projetos editoriais, escrita e ilustração para a infância, gestão de redes sociais, contabilidade e financiamento de projetos culturais. (Se já estão cansados, imaginem ela.)
Desde 2020, presta serviços de consultoria editorial, leitura crítica, edição e revisão de texto, gestão de redes sociais e agenciamento, trabalhando com dezenas de autores e projetos editoriais. Promove na democratização do conhecimento, procurando levantar o véu do mercado editorial na sua página de Instagram, e defende uma reflexão de base ética quanto à forma como o negócio dos livros tem evoluído, numa perspectiva que tem tanto de idealista como de céptica, sempre com sentido de humor (porque se não rir, é provável que chore).

And now for something completely different...

[Imagens tiradas sem autorização de uma publicação no Instagram:]












quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Exercício de contracapa, Let The Right One In, de John Ajvide Lindqvist.







A minha proposta de capa, contracapa e lombada para o livro Let The Right One In, de John Ajvide Lindqvist.

Caso não dê para ver bem a imagem, segue um link para o PDF:

https://drive.google.com/file/d/14827ct4fuyJVRB03zgbMb4SrG5UgYH4u/view?usp=sharing


 



Exercício de contracapa, Fight Club, Chuck Palahniuk




A minha proposta de capa e contra capa para o livro Fight Club, de Chuck Palahniuk.


Caso não dê para ver bem, segue o link abaixo com a versão PDF

https://drive.google.com/file/d/10n47yuH9tR0FGxwn0xF9fFVh75cNDxUK/view?usp=sharing




 

Sumário da aula dia 29 de outubro de 2025

1.Tudo são empresas. Umas são funcionais e outras infelizes, como as famílias.

As livrarias , portanto, não escapam a essa lógica e como toda empresa tem como objetivo o lucro. Como consequência  uma tendência a homogeneização. Por isso vale a pena visitar as livrarias independentes como a Poesía Incompleta, ou a Livraria Snob que resistem-se à perda da bibliodiversidade e à homogeneidade crescente.

Neste mesmo sentido existe a tendência entre os leitores portugueses de ler cada vez mais em inglês. Há sempre uma língua dominante e isso subalterniza as outras línguas, enquanto facilita a circulação dos livros na língua dominante. 

O António Lobo Antunes que é o escritor português vivo mais importante apareceu completamente emocionado a participar no programa televisivo com o Anthony Bourdain (Road Runner na Netflix). Isto é submissão cultural.  



2.  Tríade da editora:


Toda editora precisa cumprir esta triada para subsistir: 


Produzir bem

Promover bem

Vender bem


A parte mais nobre é produzir bem. Mas toda editora precisa vender bem para subsistir. 


Uma editora disse sobre os livros da edição de vaidade que esses não são livros. Porque o autor vira cliente e o livro já não tem o toque do editor. Neste caso a editora ainda vende, mas não ao leitor mas sim ao autor. 


3. Nunca olhem para a boca, olhem para a prática: o discurso contraditório no mundo editorial.

No mundo do livro o discurso é muito diferente da prática. Em geral os conhecidos ficam mais conhecidos e os ricos mais ricos. Mas nos eventos ninguém fala de dinheiro. Por exemplo os grandes editores que se queixam de que se publica muita porcaria, mas são estes mesmos que publicam essas porcarias, justificando-se com que dessa maneira acumulam dinheiro para depois publicar coisas boas, e entretanto a bibliodiversidade vai se perdendo. 


O paradoxo desta área cultural é que só os ricos não se importam pelo dinheiro. Só os ricos têm editoras de esquerda. E no entanto há algumas editoras que não precisam de lucros, como a Imprensa nacional ou as editoras municipais. 

Também está o exemplo da Não edições. O editor dá-se o luxo de escolher o que publica, mas também ele não subsiste a partir do seu trabalho editorial. Então a única forma de não ficar dependente do mercado é não precisar dele.


4. Pontuação: "Há vários escritores que fazem isso: param em todos os apeadeiros." 

O grande leitor faz teatro (por dentro). Qualquer leitor é um actor cá dentro (Aponta para a cabeça).


Um verso é uma frase cortada no sitio errado.


Leitura de poesia é dificil porque não nos indica como lê-la.


Uma das formas de puntuar é colocar em verso.


A natureza da pontuação é que não há pontuação certa. 


quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Sumário da aula de dia 29/10/2025

 

Sumário – 29/10/2025


·        A hierarquização da importância que atribuímos às notícias

o   Cada editor atribui uma importância específica a cada notícia. Se tal não se verificasse, todos os jornais apresentariam as mesmas notícias.

 

·        O mundo da edição como um sistema

o   O mundo da edição, tal como o mundo do ensino, por exemplo, funcionam como sistemas/ empresas e, por isso, o lucro é o seu objetivo principal. Sendo a edição um sistema, existe nela uma estrutura e uma tríade essencial ao sucesso, mas que é raramente cumprida:

§  Produzir bem

§  Promover bem

§  Vender bem

o   O dilema do online: Como cobrar? Como evitar a divulgação pirata de um pdf?

o   A normalidade vs a anormalidade: é mais fácil convocar a normalidade do que a anormalidade, isto é, seguir os valores da época (valores que as pessoas têm, mesmo que não sejam conscientes disso)

o   Portugal como um país em que publica o que quer quem tem o privilégio de o poder fazer

o   Paradoxo da área cultural: só desvaloriza a importância do dinheiro quem o tem

o   A ideia de sucesso de um livro: a passagem da linha d’água (break even)

 

·        O discurso e a sua prática

o   O caso de André Ventura e Joacine Katar Moreira: por vezes, a forma como as palavras são utilizadas (como é dito) chama mais a atenção do que a mensagem que transmitem (o que é dito)

 

·        Bibliodiversidade e as suas tendências

o   Biblio (livros) + diversidade

o   O número de livros escritos em inglês aumenta e, consequentemente, o número de leitores desta língua também aumenta

o   Problema: isto vem criar uma linha de hierarquias invisíveis que subalternizam algumas culturas ou tipos de texto e sobrevalorizam outros

o   Consequência: diminuição da bibliodiversidade

 

·        Jornalistas e a escrita

o   Se, por um lado, é normal que os jornalistas façam parte dos escritores que mais publicam (uma vez que, em princípio, têm mais formação), não é normal que estes estejam constantemente nos tops de vendas

o   Por exemplo: Clara de Sousa, jornalista da SIC, tem 5 livros de culinária sem que para isso tenha formação

 

·        Submissão cultural aos Estados Unidos da América

o   A entrevista de Anthony Bourdain a António Lobo Antunes

 

·        Realização de um exercício de edição (pontuação)


·        A ideia de crueldade no trabalho do editor

 

·        Conceito de interferência

o   Um texto que fere

 

·        Leitura de um texto do blogue e levantamento de algum dos seus problemas

 

·        Troca de livros

o   A aula terminou com a troca de livros, emprestados na última aula, entre os alunos

 

Ao longo da aula foram sugeridas duas livrarias:

·        Livraria Poesia Incompleta (R. de São Ciro 26, 1200-831 Lisboa)

·        Snob – Editora e Livraria (Tv. de Santa Quitéria 32A, 1250-220 Lisboa)

 

Textos abordados:

·        Poema “Arte Poética” de Adília Lopes

·        Redações da Guidinha de Luís de Sttau Monteiro


Matilde Cabana

Exercício Contracapa

O meu exercício de contracapa do livro Big Swiss de Jen Beagin. O livro ainda não tem tradução para o português.

Inês Ferreira




 

Sumário - Aula 22 de outubro

Na última aula foi iniciada uma livraria circulante, com livros facultados pelo professor. Da sua apresentação e da apreciação de propostas de contracapas de alguns colegas, passámos por algumas reflexões:

  • Como um livro com uma capa e contracapa simples pode ser elevado com apenas dois elogios de pessoas importantes.
  • Questão sobre onde o índice deve estar – no início ou no fim? Não há uma regra absoluta - depende do tipo de livro:
    • Quando está no início, traz clareza e funcionalidade. Em livros mais técnicos, como um livro gastronómico ou científico, ou em livros com textos de vários autores, poderá fazer mais sentido esta disposição para orientar a pesquisa por temas ou autores específicos. Para além disso, por vezes, pode ser difícil encontrar a página do índice quando está no fim.
    • O índice está no fim, quando não é relevante, como é o caso de poesia ou ficção, onde se pretende dar ênfase ao mistério. Há obras onde, inclusive, o índice no fim compõe o “ramalhete”. 
  • Lei do preço fixo: Em França os livros têm indicação do preço, para não permitir alterações. Esta regra foi criada por França para defender a igualdade entre pontos de venda. Portugal adotou este regime (que indica que o preço de um livro com menos de 24 meses não pode descer mais de 10%). Contudo, na prática, os grandes grupos encontram formas de se manter em vantagem face a pequenas livrarias.
  • Sobre a tradução:
    • É o resultado de tentativa erro, sendo importante definir balizas quando há dúvidas.

    • Não há traduções perfeitas (ex: “Pet Shop Boys”): Ao traduzir o conteúdo, perde-se a forma. O objetivo é ser o mais fiel possível ao conteúdo e à forma, mas terá sempre de haver sacrifícios. Por isso se diz que “Todo o tradutor é traidor”.

  • Sobre capa e contracapa:
    • A regra de ouro é “Menos é mais”.
    • Há títulos que, por agarrarem o leitor, podem ajudar na venda do livro. Por vezes títulos mais simples são mais eficazes.
    • Uma capa deve conseguir chamar quem está ao longe, ser sedutora para quem compra e discreta para quem já comprou.
  • Sobre edição/revisão de texto:
    • Há várias formas de construir frases corretas em português. A escolha da forma mais adequada deve ser ponderada de acordo com o contexto.
    • Há uma ordem sintática mais adequada a cada costume local, regional, linguístico ou a uma determinada época (ex.: atualmente, a frase parece mais cara quando o adjetivo surge antes do substantivo).
    • As vírgulas podem ser opções rítmicas. É importante perceber qual é o ritmo da voz do autor a usar.
    • O grande exercício do editor é reler e reler com distância. Há um exercício de edição e de auto edição.

Raquel Sousa


Profissões do Livro, Jorge Manuel Martins


Profissões do livro

Editores e gráficos, críticos e livreiros

Jorge Manuel Martins


Jorge Manuel Martins, doutorado em Sociologia pelo ISCTE

  • Martins é sociólogo

  • Foi membro do conselho coordenador da comissão nacional da UNESCO

  • O livro resulta de uma investigação que também serviu como parte de tese acadêmica.

  • No momento do lançamento, era presidente do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas (IPLB).

  • Investigação debruça-se sobre a sociologia da edição e difusão do livro em Portugal – as profissões que gravitam em torno do “livro” e os agentes, como editores, gráficos, críticos e livreiros, que nele participam.

O livro analisa o mundo editorial português — e também numa perspectiva global — centrando-se nas profissões do livro, quer dizer: nos agentes que produzem, imprimem, divulgam e vendem livros. Eis os principais tópicos:

  • Martins destaca que em Portugal há duas principais fraquezas: falta de dados estatísticos fiáveis sobre o mercado do livro e uma reduzida aposta na difusão/marketing dos livros.

  • Aponta para o impacto das novas tecnologias no livro e nas profissões associadas.

  • Apresenta a edição do livro como “rede” de profissões: se o editor, o gráfico, o crítico e o livreiro não «funcionam em rede», o livro pode não ter a vida que merecia.

Para quem está no mundo editorial, ou simplesmente se interessa por livros, este livro oferece:

  • Um panorama realista dos «bastidores» do livro em Portugal.

  • Reflexões que ajudam a pensar o livro não só como objecto literário, mas como produto cultural.

  • Ferramentas para compreender como as várias profissões interagem no mundo do livro 

Jorge Manuel Martins sublinha que a UNESCO teve um papel central na definição das políticas do livro a nível mundial, especialmente no pós-Segunda Guerra Mundial. O objetivo era fortalecer o livro como instrumento de cultura, educação e diálogo internacional.

Principais contribuições da UNESCO:

  1. Promoção da leitura e da alfabetização

    • A UNESCO incentivou a criação de planos nacionais de leitura e campanhas de combate ao analfabetismo, considerando o livro como meio essencial de acesso ao conhecimento.

    • Estes programas levaram muitos países, incluindo Portugal, a reconhecer a importância da leitura pública e das bibliotecas.

  2. Criação de estruturas de apoio ao livro

    • A UNESCO ajudou a fundar ou apoiar instituições nacionais do livro, como o Instituto Português do Livro e da Leitura (IPLL)

    • Estas entidades tornaram-se mediadoras entre autores, editores e Estado, procurando equilibrar a função cultural e a função económica do livro.

  3. Definição de normas e políticas editoriais

    • A UNESCO procurou uniformizar critérios de edição, catalogação, ISBN, direitos de autor e estatísticas do livro.

    • Essa normalização foi decisiva para que a indústria editorial internacional se estruturasse, permitindo trocas mais transparentes entre países.

  4. Apoio a feiras e redes internacionais

    • Incentivou a participação em feiras do livro (Frankfurt, Lisboa, etc.), fomentando o diálogo intercultural.

    • Apoiou ainda redes profissionais de editores, livreiros, tradutores e bibliotecários, com vista à profissionalização e formação técnica.

  5. O Livro como “instrumento de paz”

    • Martins recupera um conceito muito caro à UNESCO: o de que o livro é uma ferramenta de aproximação entre povos, não apenas um produto comercial.

    • Essa ideia sustenta a noção de “diplomacia cultural”, onde a literatura serve para criar compreensão mútua.

Além da UNESCO, Martins menciona outras entidades relevantes:

  • IFLA (International Federation of Library Associations and Institutions) — importante no domínio das bibliotecas e acesso à leitura.

  • IPA (International Publishers Association) — representação global dos editores.

  • IBBY (International Board on Books for Young People) — especialmente relevante na promoção do livro infantil.

Em Portugal, ele destaca:

  • O papel do IPLL (depois IPLB) na recolha de dados e apoio à edição;

  • As associações de editores e livreiros (como a APEL), que tentam representar o setor perante o Estado e o público.




 

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Exercício Press Release: O Culto do Chá, Edições TedIbera25

Sessão de lançamento do livro O Culto do Chá das Edições TedIbera25

A Edições Tedibera25 assiná-la o lançamento da sua nova edição de O Culto do Chá, de Wenceslau de Moraes. A sessão de apresentação do livro contará com uma leitura pública, e posterior cocktail, na Real Casa do Chá de Portugal, na Rua Almeida e Sousa, nº 24, no dia 21 de outubro, pelas 20h00.

A sessão será marcada pela presença de George Orwell e leitura de excertos por Eric Blair.


Lançamento do livro "Batida Só" de Giovanna Madalosso

Boa tarde a todos. 

Dia 19 de outubro tive a oportunidade de estar presente no lançamento do livro Batida Só de Giovanna Madalosso, com mediação por Bárbara Bulhosa (editora e fundadora da Tinta-da-China) e Rui Cardoso Martins.

O evento iniciou-se com a participação de Bárbara Bulhosa que, além de apresentar os autores presentes, falou sobre a coleção da editora que reúne as obras de ambos, intitulada “Ficção de Língua Portuguesa”. Estando esta ligada à publicação de obras escritas em português, não se dá nenhuma conversão entre as variantes brasileira e portuguesa, pois, segundo ela, a intenção desse conjunto de publicações é quebrar os muros linguísticos "desnecessários" entre as duas variedades.


Rui Cardoso Martins teve o papel de apresentar o livro e destacar as suas principais temáticas. Para Cardoso Martins, a diversidade de temas — amor entre gerações, dinheiro, culpa, acesso à saúde, acesso ao conhecimento, o cuidado com os mais frágeis, a fé e a sua busca — é abordada com sinceridade e empatia, e não com sarcasmo. Rui Martins afirmou que este livro não constitui um ataque a qualquer perspetiva, mas sim uma reflexão que considera a complexidade e a variedade de pontos de vista.


Giovanna Madalosso, por sua vez, apresentou a origem pessoal que a levou à escrita desta obra. “Batida Só” foi, para Giovanna, um livro não planeado. Impôs-se na sua vida após o adormecimento da sua filha, devido a uma doença cardíaca. Ela falou sobre o fato de se ter visto confrontada com a dificuldade de se distanciar do real, o que utilizou como inspiração para a sua ficção. No final, Giovanna respondeu a perguntas e, a partir delas, fez referência a outros dos seus livros, “Suíte Tóquio” e “Tudo Pode Ser Roubado”. Também ressaltou a importância que atribui à construção de imagens no texto, algo especialmente presente nos seus finais. 


Em termos mais técnicos, devo dizer que consideraria este evento um sucesso. O espaço estava quase cheio, ao que todos os lugares sentados estavam ocupados e inúmeras pessoas compraram o livro apresentado, assim como as outras obras da autora, mencionadas na conversa. 

De certa forma, foi também um teste de mercado ao vivo, demonstrando que o público-alvo estaria, possivelmente, entre os finais dos 20 até aos 60, e que era maioritariamente feminino. A conversa foi tomada principalmente por Giovanna, que manteve um ritmo cativante e um comentário acerca da própria obra muito esclarecedor. Por outro lado, o facto de se ter este lançamento, e a presença de dois autores, foi igualmente positivo para divulgação da coleção a que ambos pertencem, tal como para as restantes obras da autora, que acredito terem voado das estantes. Acho que associado ao cariz da obra, o facto de ter sido uma sessão acolhedora, de interação com a autora, foi algo bem escolhido.







Exercício 15: história triste em três palavras

  —  Agora só amanhã.