terça-feira, 9 de junho de 2026

Notas finais (ainda por lançar)

Ana Soares – 19

Alexandra Gutu – 18

André Ilharco – 18

Adriana Canelas – 18

Andreia Branco – 17

Bárbara Faria – 18

Beatriz Urbano – 18

Beatriz Esteves – 17                                      

Carolina Buxo –  18

Carolina Lucas - 18

Catarina Caria – 18

Catarina Ricardo – 17

Diana Costa – 17

Diogo – 17

Érica – 17

Filipa Branco – 17

Gabriel – 17

Inês Ferreira – 17

Inês Marques – 18

Joana Garcia – 17

Laura Tuck – 14

Lúcia Ferreira – 17

Maria Inês Alves – 17

Mariana Carvalho – 17

Matilde Cabana – 18

Matilde Mateus – 18

Andreia Raquel Sousa - 19

Rita Gaspar - 16

Rita Marques – 19

Sara Cardoso - 18

Tiago – 19

domingo, 7 de junho de 2026

Notícias sobre notas e exame

 Colocarei aqui as notas provisórias terça-feira, para quaisquer questões antes de as lançar.  

Para quem achar que pode e merece mais, há exame de melhoria dia 1 julho, às 18h, na sala B305, no qual o pior que pode acontecer é não subirem. 

terça-feira, 26 de maio de 2026

Exercícios 15 a 22

 Exercício 15

Acabou-se o tempo.


Exercício 16


Don’t make things up


Don’t give me that crap. Don’t make things up.

Don’t look me in the eyes. Just leave.

And spare me the eloquent speeches

and the goodbye farces. Don’t put up a scene.


Don’t say you’re sorry or that’s just

how life is sometimes: that everything fades away

and that the world and time heal every wound.

I repeat, my love: disappear.


And take whatever you want from

everything we once thought we’d share:

the books, the rosewood sculptures,

the records, the portraits, the pool table.


Don’t leave any addresses. Please:

I want you to fuck off, my love.


Exercício 17

Naquela noite, havia greve. Por este motivo, Jorge ia mais cedo para casa. No entanto, achou mais importante passar primeiro pelo café. Ia ver se Vanda lá estava. Se não estivesse, iria procurá-la depois noutro lugar.


Exercício 18

Cómico como o Paulo, a  Maria, o Eduardo e a Carla, tão distraídos que estavam nas suas vidas, que nem davam conta da bomba nuclear de catorze quilos que um míssil trazia a caminho.


Exercício 19

Maria foi para casa, porque estava com vontade de se enfiar na cama. Não que fosse preguiçosa, o que acontece é que não apreciava passar mais tempo que o necessário nas ruas.


Exercício 20

Uma mosca sem valor

Pousa com a mesma alegria

Na careca de um doutor

Como em qualquer porcaria


Exercício 21

Mas há muitos que o são, sei

Conheço aquilo que são

Que eu que não pareço eu

Parecendo que um ladrão pareço


Exercício 22

- Eu quero um copo de água.

Eu quero um copo de água?

Eu quero um copo de água?!

Eu quero um copo de água; eu quero um copo de água!

Eu quero um copo de água…

«Eu quero um copo de água»

Eu quero um copo de água: eu quero um copo de água.

Eu quero um copo de água - eu quero um copo de água.

Eu quero um copo. De água.

Eu quero… um copo de água!


segunda-feira, 25 de maio de 2026

Exercício 15 - 21

Exercício 15. Escreva uma história triste usando só três palavras:

- Ela não volta.

 

Exercício 16. Traduza para outra língua este poema:

Don't make things up

 

Stop bullshiting me. Stop making things up.

Don't look me in the eyes. Just go.

And spare me the pretty speeches

and the mockery of saying goodbye.  Don't make a scene.

 

Don't say you're sorry or that life

is like this sometimes: that everything is forgotten;

that the world and time heal any wound.

I'll repeat, my love: get lost.

 

And take whatever you want of all the things

we once thought we'd share:

the books, the rosewood sculptures,

the records, the portraits, the billiards.

 

Don't leave any addresses. Please:

All I want is for you to go fuck yourself, my love.

 

Exercício 17. Divida isto em cinco frases:

- Naquela noite, tendo em conta que havia greve, Jorge ia mais cedo para casa.

- Achou mais importante passar primeiro pelo café.

- Ver se a Vanda lá estava.

- Se não estivesse iria procurá-la depois.

- Noutro lugar.

 

Exercício 18. Junte isto numa só frase:

- Paulo ia para casa e a Maria ao cinema, mas ao Eduardo não lhe apetecia sair e a Carla tinha fome; o mais cómico é que nem davam conta de que o míssil já vinha a caminho, armado com uma bomba nuclear de catorze quilos.

 

Exercício 19. Corte as gorduras excedentárias:

- Maria foi para sua casa, porque estava com vontade de se enfiar na cama. Não apreciava, nem desejava passar mais tempo do que necessário nas ruas da cidade.

 

Exercício 20. Este poema do Aleixo caiu ao chão. Reordene:

- Uma mosca sem valor, pousa na careca dum doutor, com a mesma alegria como em qualquer porcaria.

 

Exercício 21. Vamos complicar o exercício 20?

Sei que pareço um ladrão

mas há muitos que eu conheço

que não parecendo que o são

são aquilo que eu pareço 

 

Exercícios 17 - 22

Exercício 17

Naquela noite havia greve. Jorge ia mais cedo para casa. Achou importante passar primeiro pelo café. Quis ver se Vanda lá estava. Se ela não estivesse, iria procurá-la depois noutro lugar.

 

Exercício 18

O cómico é que, enquanto o Paulo ia para casa, a Maria ao cinema, o Eduardo não lhe apetecia sair e a Carla tinha fome, ninguém dava conta de que o míssil já vinha a caminho, com catorze quilos e armado com uma bomba nuclear.

 

Exercício 19

Maria foi para sua casa, porque estava com vontade de se enfiar na cama e não apreciava passar mais tempo do que o necessário nas ruas da cidade.

 

Exercício 20

Uma mosca sem valor

pousa com a mesma alegria

na careca de um doutor

como em qualquer porcaria.


Exercício 21

Sei que pareço um ladrão

mas há muitos que eu conheço

que, não parecendo que o são,

são aquilo que eu pareço.


Exercício 22

Eu quero um copo de água: Eu quero um copo de água! Eu quero um copo de água! Eu quero um copo de água! Eu quero um copo de água? (Eu) quero um copo de água. Eu quero um copo de água… (Eu quero um copo de água; eu quero um copo de água; eu quero um copo de água; eu quero um copo de água; eu quero um copo de água; eu quero um copo de água) Eu [quero] um copo de água. Eu quero? Um copo de água? Eu? Quero? (um copo de água) Eu… quero um copo de água! Eu! Quero um copo de água! Eu (quero!) um copo de água! Eu quero um copo de água. Eu… Quero… Um copo de água. Eu quero (um copo de água) [Eu quero um copo de água; eu quero um copo de água; eu quero um copo de água.] Eu quero… um copo de água! Eu quero um copo de água – Eu quero um copo de água! Eu. Quero. Um. Copo. De. Água. Eu? Quero um copo de água? Eu! Quero um copo de água!

Próxima quarta 27 – não é uma aula

Não é uma aula. Apenas estarei na nossa sala, às 18h, para conversar com quem quiser aparecer. Conto sair às 19h30. Será, digamos, um epílogo. 

A maior parte da turma trabalhou bastante e bem. Acredito que é trabalhando, de preferência ás escuras, às apalpadelas, por aproximação e erro, que se aprende verdadeiramente. E que o retorno depende do nosso investimento. Tiveram exercícios vários, três profissionais de luxo, e um trabalho final que trabalha quase todos os músculos necessários nesta área. A nota que vos der é um pró-forma. Que nota cada um de vós, no íntimo, se dá? 

Nota: gostei mesmo do Clube dos Poetas Mortos do Diogo Infante, no Trindade, porque recoloca em pratos limpos o essencial e o acessório: não o empenho do professor, mas sim o dos alunos. O filme pecava por, devido à energia de Robin Williams, dar demasiado protagonismo à componente errada. 

Nestas áreas humanas, acredito que a tónica está no aprender bem mais do que no "ensinar". 

E deixo um poema de Herberto que saquei daqui

Li algures que os gregos antigos não escreviam necrológios,
quando alguém morria perguntavam apenas:
tinha paixão?
quando alguém morre também eu quero saber da qualidade da sua paixão:
se tinha paixão pelas coisas gerais,
água,
música,
pelo talento de algumas palavras para se moverem no caos,
pelo corpo salvo dos seus precipícios com destino à glória,
paixão pela paixão,
tinha?
e então indago de mim se eu próprio tenho paixão,
se posso morrer gregamente,
que paixão?
os grandes animais selvagens extinguem-se na terra,
os grandes poemas desaparecem nas grandes línguas que desaparecem,
homens e mulheres perdem a aura
na usura,
na política,
no comércio,
na indústria,
dedos conexos, há dedos que se inspiram nos objectos à espera,
trémulos objetos entrando e saindo
dos dez tão poucos dedos para tantos
objectos do mundo
e o que há assim no mundo que responda à pergunta grega,
pode manter-se a paixão com fruta comida ainda viva,
e fazer depois com sal grosso uma canção curtida pelas cicatrizes,
palavra soprada a que forno com que fôlego,
que alguém perguntasse: tinha paixão?
afastem de mim a pimenta-do-reino, o gengibre, o cravo-da-índia,
ponham muito alto a música e que eu dance,
fluido, infindável, apanhado por toda a luz antiga e moderna,
os cegos, os temperados, ah não, que ao menos me encontrasse a paixão
e eu me perdesse nela
a paixão grega.


domingo, 24 de maio de 2026

Exercício 22. Pontue o máximo que puder dentro das regras, depois delire

 Eu, quero, um copo de água. Eu quero, um copo de água. Eu, quero um copo de água. Eu quero um copo de água! Eu quero um copo de água? Eu quero um copo de água: Eu quero um copo de água!? Eu, quero, um, copo, de, água. Eu quero um, copo de água. Eu quero um copo, de água. Eu quero um copo de, água. Eu quero um copo de água...

Notas finais (ainda por lançar)

Ana Soares – 19 Alexandra Gutu – 18 André Ilharco – 18 Adriana Canelas – 18 Andreia Branco – 17 Bárbara Faria – 18 Beatriz Urban...