sábado, 28 de fevereiro de 2026

Já não quero saber, bruto e editado

 Já não quero saber (bruto) 

Era uma vez uma criança que queria saber.  

Esta é a história do seu primeiro encontro com a indiferença. [Diana] 

Certo dia, estava no parque a baloiçar e a aproveitar o leve vento que fazia esvoaçar o seu cachecol, até que viu um movimento atrás de um arbusto. [Inês] 

Num vôo admirável, saiu do baloiço e foi a correr ver o que era. Baixou-se e rastejou debaixo das folhas até que a viu [André]: a formiga do bosque encantado, estava a crescer para poderem conversar. Apesar de Celia fazer perguntas e mais perguntas à formiga branca, esta apenas lhe respondia que estavam adiantadas e deveriam esperar. [Ana] 

Tratava-se de uma formiga espantosa, de corpo cada vez mais inchado, camisola de padrão leopardo, sapatos vermelhos e uns olhos que pareciam fitar o mais completo vazio. [Tiago]  

Na verdade, a formiga pouco se importava com ela, só queria saber de si própria. [Adriana] 

Por mais perguntas que lhe fizesse, a formiga recusava-se a responder. Mas não havia volta a dar: a criança queria saber! [Diana] 

A criança queria tanto entrar no mundo da formiga e estava tão curiosa para saber mais sobre ela mas a formiga, sem sequer a olhar nos olhos, continuava o seu dia como se ela não existisse. [Inês] 

Foi aí que a criança se lembrou do chocolate que tinha no bolso. Mal abriu o invólucro, o cheiro do doce iluminou os olhos da formiga. A criança disse-lhe então: [André] 

 — Tudo isto será teu se me responderes a algumas perguntas. 

Perante a concordância da formiga, Celia continuou: 

— Para que estamos adiantadas? Onde vais? Quando páras de crescer? E porque usas sapatos vermelhos? [Ana] 

“Ouve, miúda”, respondeu a magnífica formiga, “eu sou apenas uma humilde formiga, nascida e criada em Mirandela, numa família de poucas posses, e não gostava de entrar numa onda de perguntas existenciais”. [Tiago] 

A formiga voltou então ao seu silêncio que, apesar de ser indesejado, se tornava familiar para a criança. [Adriana] 

E foi nesse dia que a criança aprendeu a estar calada. [Diana] 

 

 

Já não quero saber (editado) 

Era uma vez uma criança que queria saber. Esta é a história do seu primeiro encontro com a indiferença.  

Certo dia, estava no parque a baloiçar e a aproveitar o leve vento que fazia esvoaçar o seu cachecol, até que viu um movimento atrás de um arbusto. Num voo admirável, saiu do baloiço e foi a correr ver o que era. Baixou-se e rastejou debaixo das folhas até que a viu: a formiga do bosque encantado, que aparentava estar a crescer para poderem conversar. Tratava-se de uma formiga espantosa, de corpo cada vez mais inchado, camisola de padrão leopardo, sapatos vermelhos e uns olhos que pareciam fitar o mais completo vazio.  

Apesar de Célia fazer perguntas e mais perguntas à formiga branca, esta apenas lhe respondia que estavam adiantadas e deveriam esperar. Na verdade, a formiga pouco se importava com elaPor mais perguntas que lhe fizesse, ela recusava-se a responder. Mas não havia volta a dar: a criança queria saber! Queria tanto entrar no mundo da formigaestava tão curiosa para saber mais sobre elamas a formiga, sem sequer a olhar nos olhos, continuava o seu dia, como se ela não existisse.  

Foi então que a criança se lembrou do chocolate que tinha no bolso. Mal abriu o invólucro, o cheiro do doce logo iluminou os olhos da formiga. A criança disse-lhe então:  

 — Tudo isto será teu se me responderes a algumas perguntas. 

Perante a concordância da formiga, Célia continuou: 

— Para que estamos adiantadas? Onde vais? Quando paras de crescer? E porque usas sapatos vermelhos?  

— Ouve, miúda — respondeu a magnífica formiga — Eu sou apenas uma humilde formiga, nascida e criada em Mirandela, numa família de poucas posses, e não gostava de entrar numa onda de perguntas existenciais. 

A formiga voltou então ao seu silêncio que, apesar de ser indesejado, se tornava familiar para a criança.  

E foi nesse dia que a criança aprendeu a estar calada.  


Já não quero saber (outra interpretação)

 


 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Ansiedade ao Rubro - Editado

 

Hoje, acordei cedo e preparei-me para uma entrevista de emprego. Vesti a minha roupa mais profissional com o meu sobretudo castanho. Despedi-me do meu gato e caminhei até à paragem de autocarros. (Rita Gaspar)

Qual não foi o meu espanto quando percebi que a paragem não existia, simplesmente, já não circulavam autocarros em Portugal! (Matilde Cabana)

Instalou-se o pânico em mim. Lembrei-me dos ensinamentos daquele livro de meditação que li há uns meses, e respirei fundo. Apercebi-me de que não queria saber daquele emprego. (Alexandra Gutu)

É mais importante ter saúde e um gato que me espere todos os dias à porta. Foi então que me ocorreu que tinha deixado a janela aberta. (Carolina Buxo)

Naquele momento, tudo o que aprendi com o livro de meditação já tinha ido pelos ares. A ansiedade e stress haviam tomado conta de mim e já não sentia eu mesma. (Gabriel Alves)

Porém lembrei-me do que o meu ídolo me disse e que me ajudou a ultrapassar momentos difíceis, “Posso não ser o melhor, mas na minha cabeça sou”. Como o melhor do mundo, corri de volta para casa. (Diogo Moreira)

No meio de toda esta confusão, esqueci-me que o caminho de volta era íngreme e a minha resistência estava nas últimas. Não corri mais que um par de metros e já não conseguia respirar. (Andreia Branco)

Lembrei-me de uns exercícios para ansiedade que vi num vídeo no TikTok e consegui acalmar. Já que não tinha interesse naquele emprego, decidi ir ao lago dos peixinhos, que ficava perto de casa. (Rita Gaspar)

- Então e o gato?! – perguntou a voz da minha cabeça. (Matilde Cabana)

- O gato fugiu pela janela! -  pensei, angustiada. (Alexandra Gutu)

Foi então que, ao chegar ao lago, o descobri sem peixinhos e, o que parecia ser o último sobrevivente, na boca do meu gato! (Carolina Buxo)

­­- SIMBA!!, gritei desesperada ao ver o meu gato laranja e gordo a almoçar os peixes do lago. Consegui agarrá-lo e pô-lo no meu colo, onde – após encher o bucho – escolheu dormir. Não ironicamente, ali, o seu ronronou me trouxe paz. (Gabriel Alves)

Paz, aquilo que eu mais procurava neste momento. Só eu, o meu gato e a janela que deixei aberta em casa. A janela! (Diogo Moreira)

Já que o gato estava comigo, decidi não me preocupar com isso. Sentei-me na relva, enquanto fazia festas ao Simba. (Andreia Branco)

- Essas coisas só acontecem comigo! – comentei com o Simba. (Rita Gaspar)

 

Ansiedade ao Rubro - Bruto

 

Ansiedade ao Rubro

Hoje acordei para preparar-me para uma entrevista de emprego. Acordei cedo, vesti a minha roupa mais profissional com o meu sobretudo castanho. Despedi-me do meu gato e caminhei até à paragem autocarros. (Rita Gaspar)

Qual não foi o meu espanto quando percebi que a paragem não existia simplesmente, já não circulavam autocarros em Portugal. (Matilde Cabana)

Instalou-se o pânico em mim. Lembrei-me dos ensinamentos daquele livro de meditação que li há uns meses, e respirei fundo. Apercebi-me de que não queria saber daquele emprego. (Alexandra Gutu)

É mais importante ter saúde e um gato que me espere todos os dias à porta. Foi então que me ocorreu que tinha deixado a janela aberta. (Carolina Buxo)

Naquele momento, tudo o que aprendi com o livro de meditação já tinha ido pelos ares. A ansiedade e stress haviam tomado conta de mim e já não sentia eu mesma. (Gabriel Alves)

Porém lembrei-me do que o meu ídolo me disse e que me ajudou a ultrapassar momentos dificeis, “Posso não ser o melhor, mas na minha cabeça sou”. Como o melhor do mundo, corri de volta para casa. (Diogo Moreira)

No meio de toda esta confusão, esqueci-me que o caminho de volta era ingreme e a minha resistência estava nas últimas. Não corri mais que um par de metros e já não conseguia respirar. (Andreia Branco)

Lembrei-me de uns exercícios para ansiedade que vi num vídeo no TikTok e consegui acalmar. Já que não tinha interesse naquele emprego, decidi ir ao lago dos peixinhos, que ficava perto de casa. (Rita Gaspar)

“Então e o gato?!” – perguntou a voz da minha cabeça. (Matilde Cabana)

“O gato fugiu pela janela!”, pensei, angústiada. (Alexandra Gutu)

Foi então que, ao chegar ao lago, o descobri sem peixinhos e, o que parecia ser o último sobrevivente, na boca do meu gato! (Carolina Buxo)

­­- SIMBA!!, gritei desesperada ao ver o meu gato laranja e gordo a almoçar os peixes do lago. Consegui agarrá-lo e pú-lo no meu colo, onde – após encher o bucho – escolheu dormir. Não ironicamente, ali, o seu ronronou me trouxe paz. (Gabriel Alves)

Paz, aquilo que eu mais procurava neste momento. Só eu, o meu gato e a janela que deixei aberta em casa. A janela! (Diogo Moreira)

Já que o gato estava comigo, decidi não me preocupar com isso. Sentei-me na relva, enquanto fazia festas ao Simba. (Andreia Branco)

- Essas coisas só acontecem comigo! – comentei com o Simba. (Rita Gaspar)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

"Variações de humor" (anterior "Canção confusa") - editado

Variações de humor (anterior "Canção confusa") - editado

 

De bom humor vou compor.

Será uma canção de amor,

Ou um ritmo divertido, com alegria e cor?

 

Talvez escreva uma crítica

Se me sentir muito cínica.

Valer-me-á um louvor?

Talvez me vença, o pudor.

 

Não sei, ao certo, o que sentir:

Se deva chorar, se deva rir,

Ou se me torne imune à realidade

Que nos consome sem piedade.

 

Olho em redor, para dentro e para fora.

E agora?

Que devo eu explorar,

Deverei seguir a crítica ou a ideia de amar?

 

Ambas geram conforto

Ao meu ego absorto.

Na alegria e na dor,

O meu refúgio é compor.

 

E se quiser mal dizer,

Também há que saber:

Métrica, rima e melodia

Trarão sempre alegria.

 

No fundo tudo é tema,

Mas no meu coração há um lema:

Tudo vou dizer a cantar,

Mesmo que a voz queira falhar.

 

Lançamento de livro: Raízes em Trânsito Portugal Anos 90

Boa tarde a todos. Como sei que os lançamentos de livros são sempre benéficos, queria apenas partilhar convosco o futuro lançamento do livro Raízes em Trânsito: Portugal Anos 90 de Barbara Lehmann. Terá lugar no dia 4 de março na zona das Amoreiras (18h00) no âmbito da Festa da Francofonia. A autora, de origem suíça, convida o leitor a mergulhar no país que conheceu enquanto imigrante nos anos 90. Penso que possa ser de interesse a todos, independentemente da sua ligação ao mundo francófono, por expor mais uma visão do Portugal que todos vivemos de forma diferente.

Deixo também aqui o link para a página da autora, que também é ilustradora e diretora de arte em Lisboa.

https://barbar-ah.com/index.html#portfolio




Catarina Ricardo

Uma Existência Insólita — Texto em bruto

 O meu corpo encolhe-se de forma a caber, formando uma vénia. No meu furor para o alcançar começo a sentir o suor a picar-me a pele como se tivesse uma colónia de formigas a percorrer-me o corpo. Metal cerca-me de tal maneira que sinto que estou a lamber o espaço à minha volta, uma sensação fresca e desagradável na minha boca.

Alcanço a minha mão na sua direção. Mas no momento em que os meus dedos esguios pousam sobre a sua superfície rogosa, o livro move-se, caindo para o abismo.

De repente qualquer possibilidade de fuga desvanece-se, o impacto do livro a cair no fundo do poço como se fosse um peso a esmagar-me. Encolhido não consigo fazer mais nada senão chorar.

Tinta negra escorre sobre mim, molhada e química. Letras de palavras e palavras de frases que me aprisionam. Sinto as pedras do poço a moverem-se, colidindo com o papel que me cerca.

Penso em desistir. Agora que desperdicei a minha oportunidade, a primeira em anos, estou de volta à estaca zero. Mas não posso— não quando estive tão perto.

E por isso escrevo palavras sem sentido algum, sem algum sentido.

Palavras soltas que me percorrem a mente. Escrevo para não me esquecer.

Mesmo sabendo que até estas serão esquecidas um dia.

Mas estas desaparecem, como se eu não fosse. Porque eu não posso ser sem escrever. Eu sou composto por palavras.

"Sonhos Fervorosos", editado.

 

Sonhos Fervorosos

Reparei que a água estava turva e decidi que não a beberia. Apesar da sede, nada me convenceria de que aquela água não estava contaminada. Optei, assim, por morrer lentamente, sentado no chão moribundo da estação de serviço.

Não sabia que horas eram quando parei de ouvir pingar. Esse silêncio momentâneo e incómodo despertou-me, pelo que percebi que o sangue da ferida aberta no meu joelho estancara. Levantei-me desajeitadamente e segui à procura de saída.

Os braços pesavam-me, erguendo o meu corpo do chão. Uma perna arrastava-se atrás da outra, sem que soubesse qual delas se adiantava. Conseguia, no entanto, distinguir sons: pacotes de fritos a serem atirados para cestas, o tilintar das moedas na caixa. Mas nenhuma voz por detrás desta, nenhum passo.

Estaria eu no purgatório? Não sabia, mas também já nada me importava. Tudo o que queria era sair e livrar-me dos ruídos que se ampliavam em redor.

E assim, num ápice, como se a minha prece fosse atendida, deixei de ouvir qualquer barulho. Falava e não ouvia. Berrava, mas o silêncio era constante.

Nada.

Comecei a entrar em pânico. Num mundo sem som como poderia pedir ajuda? Como me poderiam acudir? Tentei encontrar alguém. Alguém que estivesse preso comigo neste mundo silente. Era impossível que estivesse sozinho.

Quanto mais procurava, mais a minha visão se ia ofuscando, a penumbra acercou-me. Mas por breves momentos, recuperei a nitidez. Um grupo de pessoas reunia-se à minha volta. De onde vieram tantas pessoas? Já nem sabia se estava a acordar ou a adormecer…

Adormeci.

Quando os meus olhos se abriram, era só eu e a cama do hospital. Ainda sentia um formigueiro no lugar em que me tocaram.

Hoje25/2: masterclass 1: João Concha

 Ia pôr o CV dele, mas creio que podem procurar. Será uma excelente aula, falo por experiência. 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

O Delírio das Maçãs - em bruto

 

O Delírio das Maçãs

 

O dia tinha começado frio e sombrio. Embora o sol espreitasse entre as nuvens de vez em quando. Mas ninguém poderia adivinhar o que aconteceria a seguir.

(Andreia)

Para combinar com dia estava atarefada e atrasada para um compromisso muito importante, que pode determinar o meu futuro:

(Rita)

Ir comprar fruta ao pior supermercado do meu bairro!

(Matilde Cabana)

Espanto-me ao encontrar nesse supermercado a maçã mais vermelha e brilhante que já vi na vida.

(Alexandra Gutu)

Fosse obra de muitos corantes e conservantes ou de alguma mutação perigosa, decidi que a iria comprar.

(Carolina Buxo)

O quão fantasioso ou irreal seria dizer que, naquela mesma secção das maçãs, estava uma velhinha bem esquisita e logo ao lado do supermercado estava a acontecer uma convenção de anões? Estariam a tentar envenenar-me?

(Gabriel Alves)

Percebi então o que se passava, aqueles não eram meros anões, mas sim os sete anões. Eles queriam impedir a velha, neste caso a bruxa, de envenenar mais alguém com as suas maçãs!

(Diogo)

O problema era que, não só já tinhas comprado a maçã mais apetitosa que já vi, como também já lhe tinha dado duas grandes dentadas.

(Andreia)

Quando dei por mim estava num lugar totalmente diferente da realidade. Tudo era mais vibrante.

(Rita)

Comecei a pensar nos bolinhos de erva que tinha comido antes de ir à frutaria. Talvez não fossem de espinafres…

(Matilde Cabana)

De repente, desmaio no supermercado. Quando acordo tenho sete anões a olharem para mim.

(Alexandra)

Começo a pedir desculpa e a preparar-me para fugir dali, quando alguém atrás de mim se começa a rir e diz:

“Hoje é carnaval, ninguém leva a mal…”

(Carolina Buxo)

Fico especada a olhar para o nada e só me vem na cabeça “What the f#*@? Mas que raios é que se passa aqui, caraças?” Percebo que além de estar bem alucinada pelos bolinhos que comi antes, a velha “bruxa” era a minha avó e os anões os meus sete primos.

(Gabriel)

Mas espera, então o que era a maçã que imaginara e até trincara duas vezes? De repente vejo o meu avô com uma cana na mão a dirigir-se a mim:

─ Volta lá a morder-me a careca! Tenta!

(Diogo)

Quando o meu avô vai para me bater com a cana, eu acordo sobressaltada no meu sofá. Ao meu lado está um prato com os bolinhos e na televisão passa um anúncio de maçãs do Continente.

(Andreia)

"Canção confusa" - em bruto

Canção confusa

 

De bom humor vou compor

Será uma canção de amor?

Ou um ritmo divertido, com alegria e cor? (Raquel Sousa)

 

Talvez seja uma crítica

Já que sou um bocado cínica.

Será que ganharei mais louvor?

Deverei, eu, sentir pudor? (Lúcia Ferreira)

 

Não sei, ao certo, o que sentir

Se deva chorar, se deva rir

Ou se deva ficar imune, apenas a ver

Os dias a passar e o tempo a morrer (Inês M.)

 

Olho em redor, para dentro e para fora

E agora?

Que devo compor

Uma crítica ou uma melodia de amor (Catarina)

 

Ambas trazem conforto

No meu ego absorto

Na alegria e na dor

Encontro-me a compor (Filipa Branco)

 

Para escárnio e mal dizer

Também há que saber

Métrica, rima e melodia

Trazem ritmo à alegria (Rita)

 

No fundo tudo é tema

Mas no meu coração há um lema:

Tudo vou dizer a cantar

Mesmo que a voz me queira faltar (Raquel Sousa)

Exercício 15: história triste em três palavras

  —  Agora só amanhã.