Leio sempre este moço com um grão de sal, mas diz coisas pertinentes.
terça-feira, 30 de setembro de 2025
Descobrir novas vozes na Feira Anarquista do Livro de Lisboa
Bom dia a todos!
Venho partilhar com vocês um evento que terá lugar já no próximo fim de semana (nos dias 4 e 5 de outubro, pelas 11h): a «Feira Anarquista do Livro de Lisboa», na Rua da Achada.
No ano passado, tive a oportunidade de a visitar pela primeira vez e, apesar de não ter conseguido participar nas atividades programadas, explorei as bancas e descobri autores com ideias fora do comum. A experiência deixou-me bastante curiosa e, este ano, sinto-me quase “obrigada” a regressar para aproveitar verdadeiramente o evento.
Partilho com vocês o programa, para que não cometam mesmo erro que eu e consigam aproveitar ao máximo o evento, cujas atividades incluem debates e palestras acerca de feminismo, preconceito, luta contra o totalitarismo e muitos outros temas fundamentais, sempre relacionados com as histórias que encontramos nos livros expostos.
No sábado, irá decorrer durante a tarde a apresentação do livro A Vida Faz-se de Acasos e Valores, um testemunho de José Hipólito acerca do Movimento Cooperativista e do seu exílio, escrito e dado a conhecer pela sua filha, Irene Hipólito dos Santos.
Já no domingo, às 15h, haverá o lançamento do primeiro volume da coletânea The Punk Benefit Series, e, logo de seguida, uma palestra que terá como ponto de partida o livro Episódios de Fantasia & Violência, de P. Feijó, e que refletirá sobre a violência e o preconceito dirigidos ao corpo trans atualmente.
Destaca-se ainda a iniciativa Poemas Grátis, promovida por Maria Ana Afonso, sobre a qual não encontrei muitos detalhes, mas cujo título me despertou bastante curiosidade.
Não sei se terão disponibilidade para participar neste evento, mas não podia deixar de o partilhar, por ter um cartaz tão vasto e interessante.
Deixo abaixo o link com o programa completo, caso tenham curiosidade em explorar e, quem sabe, aparecer por lá!
segunda-feira, 29 de setembro de 2025
À procura de tradutores do original para o português.
Boa noite a todos. Escrevo esta entrada após a discussão proposta na aula passada e inspirada pela ultima entrada da minha colega Catarina Ricardo acerca de tradutores originalmente de línguas "menos comuns" para o português.
Como leitora de livros escritos em japonês e coreano, apesar de exaltar e apreciar as traduções do inglês devo confessar que cada vez que compro um livro, não escrito originalmente nesta língua, retenho uma pequena esperança de que este não tenha passado pela versão inglesa primeiro. E neste sentido sinto que devo fazer um entre parênteses para destacar as edições que são adaptadas a partir da versão brasileira, traduzida esta a partir da língua original, como é o caso do livro Amêndoas de Won-Pyung Sohn, distribuído pela editora Presença.
Sendo assim, decidi que seria interessante propor uma entrada para o blog em que pudéssemos, em conjunto, criar uma lista de tradutores para o português que trabalham diretamente com outras línguas.
- Teresa Fernandes Swiatkiewicz - traduz do polaco
- Hugo Maia - traduz do árabe
- José Pedro Machado - traduziu do árabe
- Abderrahman Belhaddad - traduz do árabe
- António Pescada - traduz do russo
- Nina Guerra e Filipe Guerra - traduzem do russo
- Cristina Silvestre - traduz do russo
- Dina Paulista - traduz do russo
- Miguel Serras Pereira - traduz do alemão
- Lumir Nahodil - traduz do alemão
- Helena Topa - traduz do alemão
- João Reis - traduz do dinamarquês, norueguês e islandês
- Merja de Mattos Pereira - traduz do finlandês
- Ana Isabel Soares - traduz do finlandês
- Elin Baginha - traduz do sueco
- André Pinto Teixeira - traduz do japonês
- António Miguel de Campos - traduz do chines clássico
- Dejan Tiago-Stanković - traduziu do servo-croata
- Frederico Lourenço - traduz do grego clássico e do latim
Estes foram alguns dos nomes que encontrei após vasculhar tanto as minhas estantes como a internet, mas gostava muito de ouvir as vossas contribuições.
Catarina Caria
domingo, 28 de setembro de 2025
Uma espécie rara: entrevista a um tradutor japonês-português
Boa noite. Relembrando a menção feita em aula sobre a escassez de tradutores nacionais a trabalhar diretamente com línguas mais "incomuns", deixo aqui o link de uma entrevista a André Pinto Teixeira, um dos poucos tradutores japonês-português no país. Nesta entrevista, que data da altura da pandemia, fala-se sobre a experiência do tradutor com mangás e todas as preocupações que acompanham a sua tarefa. Achei especialmente curiosa a escolha de equiparar a cidade de Osaka ao Porto no intuito de preservar a essência de uma personagem cuja expressão é muito influenciada pelas suas raízes, enquanto que acaba por naturalizar a dita personagem no país do leitor. Enfim, uma leitura rápida e interessante.
https://ptanime.com/entrevista-ao-tradutor-de-my-hero-academia/
A Faculdade de Letras realizará uma conversa com André Pinto Teixeira esta terça-feira. Contudo, coincide com o nosso horário de aulas (18h/19h30).
Catarina Ricardo
Falhas de Memória, Livraria Snob e Clube de Leituras FEM
Na nossa primeira aula, a Livraria Snob foi tema de conversa. E, apesar de já ter ouvido o seu nome, e de me ter sido recomendada por um antigo professor de faculdade com o mesmo nível de fanatismo com que um benfiquista impinge o clubismo ao filho pendurando um cachecol no berço do recém-nascido, o assunto tornou-se um daqueles que pontapeei até aos confins da memória. Namorei a ideia por demasiado tempo.
Depois de relembrada de tudo isto, pesquisei a livraria no instagram e comecei a segui-la. Talvez assim nunca mais me esqueça de que a tenho de ir visitar, pensei, uma vez imortalizada no scroll diário (que faço mais do que queria) pelos posts das contas que sigo.
Penso que esteja a funcionar. Hoje, deixo-vos a recomendação que invadiu o meu ecrã: Terá lugar na Livraria Snob, dia 18 de outubro, a 1ª sessão do Clube de Leituras FEM (Feministas em Movimento). A entrada é livre e o livro em partilha será de Djamila Ribeiro, curiosamente, autora também mencionada em aula, caso a memória não me falhe.
Por fim, termino com uma pequena lição derivada de tudo isto: Não namorem as ideias, ponham-nas em ação antes que se esqueçam delas.
sexta-feira, 26 de setembro de 2025
Tradução - Harry Potter
Bom dia a todos.
Na sequência do diálogo que tivemos na aula sobre as diferenças no mundo da tradução em Portugal e no Brasil, decidi partilhar uma publicação de uma tradutora brasileira, que reflete sobre a dificuldade de traduzir os neologismos e nomes das personagens da obra, tanto na tradução brasileira como na italiana.
Apesar de não ser exatamente o assunto discutido na aula, acredito que a escolha de traduzir os neologismos e os nomes das personagens, pode demonstrar as diferenças na tradução tradutória entre Portugal e o Brasil (bem como a Itália), já que a maior parte dos nomes originais foram mantidos na versão portuguesa. Como fã da saga, este tema sempre me intrigou, mas nunca cheguei a uma conclusão de qual seria a melhor escolha.
Deixo o link do artigo abaixo.
https://patriciacorreiatradutora.wordpress.com/2019/04/15/harry-potter-e-suas-traducoes/
Muito além das palavras | Tradutoras e tradutores: agentes culturais no circuito editorial
Partilho este evento que se vai realizar na próxima terça-feira, às 18:30h. Sei que é num horário complicado para quem tem aulas nesse dia, mas não pude deixar de partilhar, especialmente depois da discussão na aula passada sobre traduções literárias.
Deixo aqui o link com todas as informações. Espero que alguns possam comparecer. :)
quinta-feira, 25 de setembro de 2025
Associação Imaginauta e Contacto – Festival Literário de Ficção Científica e Fantasia
Boa noite a todos,
Não sei se conhecem a associação Imaginauta, mas se são amantes de livros de fantasia, ficção-científica, terror gótico e géneros afins, e/ou se o vosso interesse estende-se ao mundo editorial de fantasia e ficção especulativa no geral, penso que terão interesse num festival literário que acontece anualmente - o “Contacto” - organizado por esta associação juntamente com as BLX (Bibliotecas Municipais de Lisboa). A entrada é gratuita e o festival inclui imensas atividades que vão de apresentações de livros a sessões de ilustrações. Infelizmente a edição deste ano já aconteceu, mas volta todos os anos em abril ou maio.
Confesso que nunca fui a este festival, então não consigo ser subjetiva e dar uma opinião do mesmo, mas deparei-me com o website da Imaginauta quando procurava eventos de escrita criativa em Portugal e achei que, tanto o festival como o website, merecia ser partilhado, pois há várias iniciativas, projetos e eventos que poderão ser do vosso interesse, tais como o "It’s Alive" - uma maratona de escrita criativa e ilustração que acontece no dia 25 de outubro na Good Company Books (uma livraria relativamente recente que já devem ter ouvido falar).
Pensei que seria relevante, especialmente para quem está inclinado para o mundo editorial de livros destes géneros, pois poderão ficar com uma melhor ideia de obras produzidas em Portugal e de autores portugueses de ficção especulativa.
Sumário - aula 2 de Teoria da Edição
Desta aula saímos com duas máximas importantes em mente: “Tu és o teu cartão de visita” e “Mata o dragão logo de manhã”.
- “Tu és o teu cartão de visita”: Alude à importância da iniciativa e da exposição do editor (ou qualquer profissional de uma área humanística), tanto do seu trabalho (portfolio) como da sua presença em ambientes com pessoas da área. A iniciativa espontânea é apreciada.
- “Matar o dragão logo pela manhã”: Incentivo à conclusão de tarefas difíceis e chatas logo pela manhã, no sentido de as despachar.
Falou-se, também, do facto de em alguns países existirem tradutores diretos pelo facto de existirem muitas comunidades imigrantes que são nativos da língua (como os japoneses emigrados no Brasil, que fazem as traduções diretas do japonês para o português do Brasil, contrariamente às traduções que existem do japonês para o português de Portugal, que são feitas a partir do Inglês).
Analisámos um correio eletrónico enviado por uma colega ao professor, de maneira a identificar pontos positivos e negativos do mesmo. Assim, com este email, conseguimos fazer uma interpretação pessoal do seu remetente, seja esta mais ou menos justa e parcial.
Mencionou-se que o mais importante para vender um livro seria esta interpretação pessoal e a primeira impressão que este causa. Sendo assim, conclui-se que a capa e a contracapa dos mesmos são cruciais para a venda do produto. A aula terminou com o vídeo “The hilarious art of book design | Chip Kidd”, onde o designer Chip Kidd explica, num tom humorístico, o processo criativo que o levou a projetos muito interessantes para capas de livro.
Maria Inês Alves
Polémicas e preconceitos à parte
Relativamente ao papel da pontuação no acesso ao sentido de uma frase e, já agora, à influência que preconceitos nossos podem ter na leitura que fazemos dela, partilho este post do Quora com dois exemplos flagrantes. Para quem quiser saltar o link, as frases são:
- "Salazar deve morrer não faz falta à Nação";
- "Se o homem soubesse o valor que tem a mulher ajoelhar-se-ia à sua frente".
Polémicas e preconceitos à parte, é curioso ver como duas frases põem em evidência uma ideia não muito óbvia: que vírgulas e pontos de exclamação podem dizer-nos tanto ou mais do que as próprias palavras.
Sumário da 2ª Aula (24/09)
- Reflexão sobre o corpo do editor e a sua inserção no mercado de trabalho (“Tu és o teu cartão de visita”);
- Reflexão sobre o papel do tradutor no mercado editorial e as diferenças culturais na tradução (Portugal vs. Brasil);
- Debate sobre valorização profissional, excesso de tradutores de inglês e impacto nos salários;
- Exercício prático: análise de email e identificação de pontos fortes e fracos do texto;
- Importância da pontualidade na entrega de trabalhos e síntese dos conteúdos (“Mata o dragão logo de manhã”);
- Referência à visibilidade da literatura brasileira e ao caso de sucesso de Saramago;
- Visualização de uma Ted Talk de Chip Kidd sobre o poder do design literário.
Aula 2 - Sumário
Bom dia. Aqui fica o sumário que redigi para a aula de dia 24/09:
- Cartão de Visita: Diálogo sobre profissionalismo e responsabilidade, através da análise do e-mail de uma estudante.
- Visualização da Ted Talk "The Hilarious Art of Book Design", de Chip Kidd.
- O poder de algumas línguas: Português de Portugal vs Português do Brasil, o Prémio Nobel de Fernando Pessoa.
Sobre o uso excessivo de pontos de exclamação
Ontem, enquanto dissecávamos o correio eletrónico da colega Catarina Anjos, o professor falou do uso de pontos de exclamação na língua portuguesa. Nomeadamente, usou um exemplo de caráter político e — embora não teça particulares simpatias pelos senhores —, venho contrapor com um outro exemplo de uso excessivo de pontos de exclamação tão gritante, que ao ler o primeiro volume deste livro numa coleção editada pelo Expresso há uns anos, peguei num lápis e assinalei a presença de todos os pontos de exclamação que encontrava.
Infelizmente, a minha cópia está fora de alcance neste momento, não podendo apresentar provas do exercício, mas espero poder contar com a vossa boa fé.
Anexo alguns exemplos que retirei de um PDF encontrado online (Portugal Amordacado : Mario Soares : Free Download, Borrow, and Streaming : Internet Archive) pelo qual passei os olhos muito brevemente em busca de provas.
Verão que só precisei de correr 4 páginas, nas quais encontrei 8 (!) pontos de exclamação, para fazer jus ao meus argumento:
Vírgulas
Bom dia.
Ontem à noite, eu estava a ler um romance de fantasia quando me deparei com a seguinte frase:
Achei curioso - e obra do destino - deparar-me com esta frase, tendo em conta que, durante a aula de ontem, quem sugeriu remover a vírgula antes do “e” no texto da colega fui eu. Eis que, nesta frase, eu sinto a sua falta.
A verdade é que li esta passagem uma, duas, três vezes e pensei: “Meu Deus, que frase tão cansativa!” ( o que talvez, só talvez, se deva às horas a que eu estava a ler). Mas, imediatamente após a sua leitura, comecei a ponderar acerca de outras possíveis alternativas para tornar a frase menos pesada.
Eu percebo que não existe aqui um verdadeiro engano, mas surgiu-me a dúvida: se eu editasse a frase de forma mais simplista, estaria a cometer um erro? Como, por exemplo, reescrevendo-a deste modo:
"Azriel continuava à janela, confortavelmente oculto entre as sombras. A neve caía suavemente, salpicando o jardim e a rua para lá dele. E Amren..."
Removi dois “e”, e, a meu ver, a frase ganha outro tom e fica mais fluida.
Ou então:
"Azriel continuava à janela, confortavelmente oculto entre as sombras, e a neve caía suavemente, salpicando o jardim e a rua para lá dele. E Amren..."
Mantive a vírgula antes do primeiro "e", mas substituí o segundo "e" por uma vírgula. Para mim, faz toda a diferença.
O que acham? Partilham da mesma opinião que eu, ou preferem a frase original? Fiquei realmente curiosa com esta questão, que me surgiu no instante em que me deparei com isto.
Inês Marques
quarta-feira, 24 de setembro de 2025
Manipular o leitor?
Depois de assistirmos ao vídeo “The hilarious art of book design | Chip Kidd” em aula, lembrei-me de uma entrevista que consta da minha lista de “Artigos, entrevistas e outros por ler” (sim, porque eu só funciono à base de listas).
Esta é uma entrevista à autora Mafalda Santos, por Magda Cruz, datada de julho de 2025. No título desta entrevista está inserido um excerto da mesma, onde se lê: “Quis fazer um exercício de manipulação do leitor. Apresento-vos um protagonista execrável, mas consigo dar-vos a volta e pôr-vos a torcer por ele”.
Na sua Ted Talk, Kidd menciona o seu processo de criação da capa do livro “Dry”, uma autobiografia de um “raging alcoholic”, como descrito. “I want this book to look like it’s lying to you”, diz Kidd.
Se esta vos parece razão suficiente para inserir esta entrevista no blog, a mim não pareceu. Ainda só tinha lido o título da entrevista e feito uma pequena conexão com material estudado em aula, mas já sentia a minha síndrome de impostor a fazer-me duvidar de tudo o que eu sabia. “Será que sei como se escreve em português, sequer?” As perguntas corriam-me pelo cérebro.
Respirei fundo e li a entrevista.
A transcrição da entrevista está cheia de erros.
Foi um ótimo exercício de revisão de texto. E um lembrete para não sofrer por antecipação.
Maria Inês Alves
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?
AGORA - Festival literário infantojuvenil
A tradução de José Saramago
Seguindo a temática desta aula sobre traduções portuguesas e uns breves comentários sobre o mérito de Saramago, partilho convosco uma introdução que este fez na sua tradução de Anna Karenina (uma das minhas versões favoritas).
Restante continuação de uma boa noite.
Ps: Esta postagem não está de todo relacionada com o facto do professor nos ter chamado à atenção sobre a nossa falta de iniciativa.
terça-feira, 23 de setembro de 2025
Há uma maldade neste artigo que tem piada
E tem a ver com uma entrada do nosso PF programa, o ponto 6.2.
Ler o artigo aqui. (Em princípio, conseguem acesso, eu consegui.)
quarta-feira, 17 de setembro de 2025
Editar é... /II, agora só com um verbo)
aperfeiçoar
transformar
idealizar
repensar
mediar
apreciar
reestruturar
melhorar
repensar (II)
rever
escolher
compreender
legitimar
polir
melhorar
adaptar
aprimorar
ajustar
colaborar
modificar
aperfeiçoar
criticar
unir (punir)
punir/aperfeiçoar
dialogar
renovar
limar
reconstruir
apresentar
Editar é...
- Organizar e embelezar um texto, torna-lo mais legível para o público alvo. (Filipa)
- Fazer magia. É quando pegamos num texto cru e o transformamos em algo especial (Inês Marques)
- A utilização de uma nova perspectiva, talvez para corrigir ou até mesmo reescrever. É uma ideia ou um trabalho. (Lúcia)
- Passa por corrigir erros ortográficos. Sugerir possíveis mudanças de sintaxe e reformulações para facilitar a comunicação com determinada leitura em mente. (Adriana)
- Um projecto de mediação entre a visão do autor e uma perspectiva exterior à sua – a de um público que vai receber o texto em questão. (Carolina Anjos)
- Viver várias vidas imperfeitas (Matilde Mateus)
- Preparar ou alterar para publicação (Érica)
- A forma de organizar, ilustrar e estilizar um conteúdo de forma a torna-lo mais apelativo ao leitor. (Raquel)
- Transformar os textos para que estes sejam transmitidos da maneira mais adequada aos leitores. (Inês Ferreira)
- Facilitar o acesso à mensagem principal de um texto, tornando-a mais legível, assim como mais atractiva aos olhos de um leitor, respeitando ainda a voz do autor, sem alterar ou suprimir. (Catarina Ricardo)
- Pensar e trabalhar o texto, tendo em conta as mutações a que pode estar susceptível. (Matilde Cabana)
- Escolher textos e prepará-los para apresentação. (Felipe)
- Garantir que uma mensagem consegue ser compreendida pelo público à qual se destina, não alterando a voz nem o sentido do autor. (Rita Marques)
- Reconstruir, embelezar, aperfeiçoar e legitimar o texto. (Beatriz Esteves)
- Polir o formato das palavras dos autores num espaço material, como uma página ou um ficheiro digital. (Maria Inês)
- Ajudar a organizar e melhorar um texto. (Andreia Branco)
- Alterar, refazer ou adaptar algo já feito. (Diogo)
- Ser um novo par de olhos sobre um texto, de modo a revê-lo, corrigi-lo e organizá-lo para publicação. (Catarina Caria)
- Servir de ponte entre a ideia e o seu público, fazendo os ajustes estruturais necessários. (Diana)
- Modificar/alterar um texto para melhorar a sua interpretação. (Rita Gaspar)
- Rever e corrigir uma obra, de forma a melhorar a sua compreensão e apresentação, para que seja dada a conhecer ao público. (Carolina Buxo)
- Organizar de modo coerente um texto no formato dependente do meio por onde se comunica esse texto. (Alexandra)
- Levar um texto de encontro ao leitor e à sua compreensão, sem comprometer a intenção e a mensagem do autor. (Mariana)
- Aperfeiçoar um texto, quer a sua gramática, semântica ou ortografia, podendo deixá-lo mais ou menos poético. (Madalena)
- Corrigir, escrever, melhorar e organizar o trabalho escrito de outra pessoa, sem perder a voz da mesma. (Carolina Lucas)
- É o que torna a matéria-prima – a obra – num produto. (Beatriz Urbano)
- Corrigir e aprimorar um texto, mas também outras formas de arte, de modo a que a sua forma final seja perfeita à vista do autor, tendo em conta o público-alvo previsto a interagir com esse texto ou obra de arte. (Joana Garcia)
- Limar as arestas de um texto, de forma a torna-lo uma melhor versão de si mesmo, tendo em conta o seu carácter, propósito, formato e público-alvo. (Sara)
- Possibilidade de escolher um texto e reconstruí-lo para ser publicado. (Bárbara)
- Pegar no texto de um autor e apresenta-lo da melhor forma possível a quem o lê. (André)
Sumários
Setembro
Aula 1 (17/9)
Apresentação do programa e métodos de trabalho e avaliação.
"How to defend yourself from a fruit", Monty Python. Aqui.
Aula 2 (24/9)
Abertura de Valerian aqui.
No meio do caminho aqui.
Chip Kidd
Outubro
Aula 3 (1/10)
Aula 4 (8/10)
Falando em tribunais e softpaua (a mulher no Scarface)...
Aula 5 (15/10)
Aula 6 (22/10)
Aula 7 (29/10)
Novembro
Aula 10 (5/11)
Aula 11 (12/11)
Sebenta anunciada à disposição dos alunos.
Aula 12 /19/11)
Aula 13 (26/11)
Dezembro
Aula 14 (3/12)
Frequência. Pergunta única: crie uma editora. Pergunta alternativa: fale de outra cousa.
Aula 15 (10/11)
Programa e informação básica
Docente: Rui Zink
- rz@fcsh.unl.pt
- Atendimento: correio e quartas 17-18h
Critérios de avaliação:
- Participação (aula e trabalhos): 60%
- Frequência - 3 dezembro 18h 40%
- Exame e melhoria: 20 janeiro 18h
0. Questões preliminares
0.1. O que é editar?
0.2. Um mundo em mudança
0.3. Economia ou cultura
0.3 Velhos e novos desafios à inteligência do mundo
1. Um livro é um livro?
1.1. A perspectiva do autor
1.2. A perspectiva do editor
1.3. Outras: livreiro, distribuidor, Estado, media, leitor
2. A natureza da edição
2.1. Livro, jornal, revista – o que edissão
2.2. Coerência interna – a regra do jogo
2.3. Uma actividade comercial ou cultural?
3. A casa
3.1. Pequeno grande editor
3.2. Marcar a diferença, conhecer o mercado
3.3. Tradutor, revisor, designer, paginador, marqueteiro
3.4 Ciência, arte, lotaria – racionalidade e irracionalidade
4. O jogo dos papéis
4.1. O editing – prós e contras
4.2. A edição crítica
4.3. Do filho de Eça de Queirós a Gordon Lish
4.4. A alegria de censurar
5. O Caso da Ameaça Eletrônica
5.1. Do Bubble Gum ao Bubble Blog
5.2. Novos suportes, velhos importes
5.3. Um romance é igual à Enciclopédia Britânica?
5.4. Admirável mundo novo: ibuques, dibuques, amazonas
6. Da edição amadora à edição profissional
6.1. Autor morto, autor posto
6.2. O contrato do desenhador
6.3. Onde pára o livro?
6.4. Os novos marcadores: grandes grupos, escuteiros, marqueteiros
7. Os parceiros do livro
7.1. Livrarias, alfarrabistas, hipermercados
7.2. A feira permanente
7.3. Prémios literários, importações, exportações
7.4. O Estado, programas de apoio
7.5. Os órgãos de comunicação
7.6. A morte do artista
8. Estudos de caso
8.1. Companhia das Letras: sete pecados capitais
8.2. O editor de actas
8.3. [A preencher quando soubermos o quê]
8.4. A Booktailors - Consultores Editoriais
9. O futuro do livro
9.1. Do livro electrónico
9.2. Do livro em papel
9.3. Os papéis do livro
9.4. Nada Tudo está por inventar
10. O que quero ler/editar?
10.1. Artesanato ou indústria?
10.2. Arte ou ciência?
10.3. Sonho lindo ou realidade deprimente?
10.4. Publicando The Great American Novel
10.5. O feiticeiro de Oz
Bibliografia geral
● BACELLAR, Laura, Escreva seu livro – Guia prático de edição e publicação, S. Paulo, Mercuryo, 2001
● BAILEY, Herbert S., The Art & Science of Book Publishing, Athens, Ohio U.P., 1990
● BARZUN, Jacques, On Writing, Editing, and Publishing, Chicago, CUP, 1986
● BLASSELLE, Bruno, Histoire du Livre, Paris, Gallimard, 1998
● CALVINO, Italo, Se numa Noite de Inverno um Viajante, Lisboa, Teorema, 2000
● DUCHESNE, A., LEGUAY, Th., Petite Fabrique de Littérature, Paris, Magnard, 1984
● ECO, Umberto, O Pêndulo de Foucault, Lisboa, Difel, 1998
● EPSTEIN, Jason ((2002), Book Business - Publishing Past, Present and Future, Nova Iorque: Norton
● ESCARPIT, Robert, Sociologie de la Littérature, Paris, P.U.F., 1986 [1958]
● COSTA, Sara Figueiredo, Fernando Guedes - O decano dos Editores Portugueses, Lisboa, Booktailors, 2012
● COSTA, Sara Figueiredo, Carlos da Veiga Ferreira - Os Editores não se abatem, Lisboa, Booktailors, 2013
● FURTADO, José Afonso, Os Livros e as Leituras. Novas Ecologias da Informação, Lisboa, Livros e Leituras, 2000
● FURTADO, José Afonso, A Edição de Livros e a Gestão Estratégica, Lisboa, Booktailors, 2009
● GROSS, Gerald (org.), Editors on Editing – An Inside View of What Editors Really Do, Nova Iorque, Harper & Row, 1985 [1962]
● GUTHRIE, Richard, Publishing - Principles & Practice, Londres, Sage, 2011
● JACKSON, Kevin, Invisible Forms, Nova Iorque, St. Martin’s Press, 2000
● LUCAS, Thierry, Le Guide de l’Auteur et du Petit Editeur, Lyon, AGEC-Juris, 1999
● MORFUACE, Pauline, Les comités de lecture, Ecrire et Éditer 3, Vitry, Publ. Du Calcre, Março 1998
● SAAL, Rollene, (The New York Public Library) Guide to Reading Groups, Nova Iorque, Crown Publ., 1995
●SCHIFFRIN, André, O Negócio dos Livros, Rio de Janeiro, Casa da Palavra, 2006 ● ZAID, Gabriel, Livros de mais - Ler e publicar na era da abundância. Lisboa: Temas e Debates, 2008
● Outras fontes a consultar: APEL, UEP, revistas literárias, blogs sobre edição e livros na Internet Tedi09.blogspot.com, Blogtailors…
Exercício 15: história triste em três palavras
— Agora só amanhã.
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Docente: Rui Zink rz@fcsh.unl.pt Atendimento: correio e quartas 17-18h Critérios de avaliação: Participação (aula e trabalhos): 60% Freq...
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Bom dia. Ontem à noite, eu estava a ler um romance de fantasia quando me deparei com a seguinte frase: "Azriel continuava à...
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Um erro mortal: gralhas na capa Podemos ver uma primeira edição do primeiro volume dos contos completos de Bulgakov, Garganta de Aço , publi...













