Sequência invertida
Marcar a diferença é, em princípio, o grande objetivo de uma qualquer pessoa que se dedique a uma qualquer profissão, podendo essa diferença ser vista à pequena ou à grande escala.
O primeiro problema apresenta-se quando esta generalização atinge uma qualquer pessoa numa qualquer profissão, levantando a seguinte questão: se eu quiser marcar a diferença num mundo onde todos o fazem, estarei eu a destacar-me ou a juntar-me, ainda que inconscientemente, a uma espécie de rebanho? Respondo: "do querer ao poder vai uma longa distância" e, por isso, a minha intenção de marcar a diferença nem sempre se concretiza. Primeiro problema resolvido. O problema da concretização do objetivo não cabe em 15 linhas (nem nas linhas aqui excedidas).
Junta-se, agora, a segunda frase do tópico, o "conhecer o mercado", que parece ser o passo mais evidente a ser dado a priori da ação: apenas posso ser diferente/ marcar a diferença se souber o que é a norma, se souber como ser um tubarão num mar de peixinhos, mas, para isso, é necessário que conheça o mar onde nado, isto é, conhecer o mercado onde me quero movimentar.
"Marcar a diferença, conhecer o mercado" é, então, uma sequência invertida. Poderia ser trocada por "Conhecer o mercado, marcar a diferença" ou "Conhecer o mercado para marcar a diferença", mas convenhamos que assim não teríamos discussão e metade do texto perderia o seu possível interesse.
Matilde Cabana
Sem comentários:
Enviar um comentário