Como todos nós sabemos, Portugal colonizou vários países, na altura, da expansão marítima.
Com isso nasceu a Lusofonia.
Um dos resultados dessa colonização, são as várias formas de falar a Língua Portuguesa.
Durante a minha licenciatura, aprendi que não há um português "correto", pois cada país tem a sua forma de expressar, falar e de escrever o português.
Pode ser algum banal, mas para mim, aprender isto, fez total diferença para mudar um pouco a mentalidade retrógrada que tinha acerca sobre esse assunto.
Saindo um pouco sobre o assunto dos países colonizados e voltando para o país colonizador.
Mesmo em Portugal, temos variantes do português. O português que falamos em Lisboa, não é o mesmo que se fala em Bragança. A maior diferença que notamos é o sotaque, não existe só essa componente.
Uma das grandes diferenças que senti que dessas duas cidades são as formas verbais. Em Lisboa, nós não usamos o "Vós", enquanto em Bragança usa-se o "Vós". Como por exemplo, Lisboa: Vais aonde?; Bragança: Ides aonde?
Atualmente existe um debate para saber "qual seria o português mais "português", ou seja, qual seria o português verdadeiro. Se seria de Lisboa, de Coimbra ou do Norte. (Este debate, também, serve questionar qual seria a norma que deveríamos seguir, mas este assunto não vem ao acaso e não é o ponto que quero escrever)
Agora voltando a misturar todas as variantes do português.
O meu ponto é: por que tenho de escrever um português "correto" se cada países tem a sua própria variante do português?
E eu sendo, editor, qual é o meu "direito" de dizer ao autor de uma obra que aquele português não é correto, porque, provavelmente, aquele português corresponde a sua variante do mesmo do seu país de origem?
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