Marcar a diferença num meio saturado não é um trabalho que se empregue com facilidade. Cabe ao editor saber onde abrir o jogo e apostar num espaço cada vez mais preenchido por lugares-comuns, em que se devora com rapidez as ideias formuladas e em que muito se confunde marcar a diferença com recordes de vendas e grandes campanhas publicitárias (casos estes em que a intemporalidade raramente permanece).
Para marcar a diferença de forma substancial e verdadeiramente transformadora no mercado editorial, o editor deverá saber fazer emergir do mercado algo de invulgar, uma novidade no limite do garantido ou do lucrável. É preciso saber provocar uma estranheza que é também, e sobretudo, magnética. Aí marcará a diferença - no vértice em que o estranho encontra o familiar. E isso exige conhecer o mercado com profunda intimidade.
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