Uma editora deve conhecer o mercado literário actual, saber tanto o que vende "melhor" no seu país e nos outros (sejam essas obras recentes ou não), mas apenas se assim o entender as deve tentar incorporar no seu catálogo. Desta forma, quer-se acreditar que a mesma poderá ter sucesso na venda desses livros, contribuindo consequentemente para o sucesso da editora. Porém, cada casa editorial deve ser distinta e apresentar a sua própria identidade. Isso revê-se, claro, na escolha curada dos livros editados, que devem espelhar os princípios e valores da editora, mas espera-se que esta se esforce igualmente por "marcar a diferença".
Marcar a diferença neste mercado implica a necessidade da busca constante por literatura que exija um papel activo por parte do leitor; que explore diferentes visões de pensamento e que fujam do comercial numa determinada cultura. Este segundo factor remete para o grande papel dos tradutores, os profissionais que tornam possível o acesso a histórias de vidas afastadas das nossas.
A própria diversificação dos géneros literários a serem publicados pode também contribuir para esta diferença e possibilita abrir portas à editora para públicos diversos - leitores assíduos de um género específico - mas também a estes leitores que, uma vez familiarizados com a editora, escolham explorar o resto do catálogo.
Bárbara Faria
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