Venho partilhar convosco, num misto de food for though e publicidade à plataforma de amigos, um texto que, entre eventos literários na Feira do Livro e na Fnac do Colombo, vem problematizar o fenómeno do Booktok.
Para quem não quiser ler o texto (embora ache que vale muito a pena), deixo-vos um excerto que faz um apanhado das ideias que a Matilde tenta exprimir:
«Tendo em conta que mudar radicalmente as condições materiais que viabilizam a opressão feminina encontra-se fora do alcance da maioria, as leitoras contentam-se em conformar-se à realidade patriarcal, apenas alterando o seu significado. Se for impossível conceber um mundo onde a mulher não seja subordinada pelo seu companheiro, então, nesta realidade imaginada, um murro vale tanto quanto um beijo e um violador transfigura-se num bom parceiro.»
Para o texto completo (uma leitura de 10 minutos, no máximo): [BOOKTOK, OU ONDE A VIOLAÇÃO É SEXY]
Que pensam desta crítica sagaz a uma das plataformas mais responsáveis pela «viralização» de livros nos tempos que correm?
Ana Rita Marques
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