sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Sumário da aula de 15/10

·        Referência à morte de José Afonso Furtado, ex-diretor da Biblioteca de Arte da Fundação Gulbenkian.


·       A importância de não discriminar à base do médium de publicação

- O estigma entre publicações nas redes sociais ou em jornais infames versus jornais conceituados (New York Times);

- Apresentação do caso de Camões, que frequentou tabernas e meios palacianos.


·       Observações sobre a contracapa

- A sua eficácia a encontrar um público comprador;

- A contracapa como poema;

- A legitimação do livro através dos elogios;

- A reutilização de elogios em várias obras.


·       As vantagens de uma capa simples em relação a uma capa excessivamente complexa

- Visualização de exemplos como Que se Passa com o Baum, de Woody Allen (uma reconfiguração d’ “O Grito” de Munch) e Jurassic Park, de Chip Kidd.

 

·       A pertinência de causar uma boa impressão no leitor

- O valor da capa e contracapa na captação da atenção do leitor;

- A relevância de demonstrar bons padrões gráficos no início do livro.

 

·       Reflexão sobre o nível de interferência do editor no texto em torno das questões “Quem manda? Que direito a interferir?”

- Gordon Lish e a sua edição radical dos contos de Raymond Carver;

- A crucialidade de não interferir no texto com o ego em mente, mas como copiloto do autor;

- A necessidade de ser frontal;

- O editor como advogado do leitor e autor;

- O editor como conselheiro, utilizando a sua capacidade de leitor para melhorar a obra.


·       A designação de “editor” em Portugal

- Cobre várias funções distintas e por vezes contraditórias;

- Comparação deste caso com a tradução de The Accused para Os Acusados, perdendo completamente a ambiguidade genial do seu título;

 

·       4.4. A alegria de censurar

- Os sensitivity readers e o seu apetite censório;

- O (possível) prazer censório do filho de Eça de Queirós enquanto editor d’ A Cidade e as Serras.

 

·       A falta de iniciativa para alterar o ritmo de publicação literária em Portugal

- A ironia da existência da Associação de Editores e Livreiros.



Catarina Ricardo

 

 

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