sábado, 22 de novembro de 2025

Lançamento do Livro O Silêncio da Minha Cor, de Inês Ramos

 


    Hoje tive a oportunidade de assistir ao lançamento do novo livro de uma pessoa que me é muito querida e que, curiosamente, surgiu na minha vida entre as prateleiras de uma biblioteca municipal. 

    Esteve longe de ser um lançamento pomposo de uma editora de renome, com convidados especiais ou membros de imprensa. Foi um lançamento simples, caseiro, num espaço comercial convertido em open space para eventos e festas de aniversário na vila (demasiado) pequena onde vivemos.

    No lugar de especialistas, os apresentadores do livro foram os seus melhores amigos. No lugar do seu editor ou de outra pessoa importante a quem lhe conviesse elogiar, os agradecimentos foram para a sua antiga professora de português e para a amiga que escreveu (sem que ela soubesse) o primeiro comentário a uma obra sua na Wook.

    As probabilidades de ouvirem falar deste livro, ou se cruzarem sequer com ele, para lá desta entrada no blog, são mínimas. Bastou-me, aliás, um folhear rápido pelas páginas do livro para notar pequenos erros de paginação e revisão que o olho que vamos treinando apanha com perspicácia.

    Mas acho bonito o ato com que a Inês escreve sem grandes ambições, sem ter como objetivo tornar-se um sucesso de livrarias (embora, lá no fundo, qualquer autor publicado tenha essa fantasia). A Inês escreve para si e para os seus, simplesmente porque gosta de escrever e de ver as suas ideias ganharem forma. Publica para partilhar com os outros até onde lhe for possível. E isso, para ela, basta. 

    Nos dias que correm, habituamo-nos a sonhar tudo com a ganância de atingir grandes fins. Contenta-me saber que existem estas pessoas que o fazem, e persistem em fazê-lo, pelo puro prazer da escrita. Mas isto penso eu, que romantizo demasiado a vida.






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