O Delírio das Maçãs
O
dia tinha começado frio e sombrio. Embora o sol espreitasse entre as nuvens de
vez em quando. Mas ninguém poderia adivinhar o que aconteceria a seguir.
(Andreia)
Para
combinar com dia estava atarefada e atrasada para um compromisso muito importante,
que pode determinar o meu futuro:
(Rita)
Ir
comprar fruta ao pior supermercado do meu bairro!
(Matilde Cabana)
Espanto-me
ao encontrar nesse supermercado a maçã mais vermelha e brilhante que já vi na vida.
(Alexandra Gutu)
Fosse
obra de muitos corantes e conservantes ou de alguma mutação perigosa, decidi que
a iria comprar.
(Carolina Buxo)
O
quão fantasioso ou irreal seria dizer que, naquela mesma secção das maçãs,
estava uma velhinha bem esquisita e logo ao lado do supermercado estava a
acontecer uma convenção de anões? Estariam a tentar envenenar-me?
(Gabriel Alves)
Percebi
então o que se passava, aqueles não eram meros anões, mas sim os sete anões.
Eles queriam impedir a velha, neste caso a bruxa, de envenenar mais alguém com
as suas maçãs!
(Diogo)
O
problema era que, não só já tinhas comprado a maçã mais apetitosa que já vi,
como também já lhe tinha dado duas grandes dentadas.
(Andreia)
Quando
dei por mim estava num lugar totalmente diferente da realidade. Tudo era mais
vibrante.
(Rita)
Comecei
a pensar nos bolinhos de erva que tinha comido antes de ir à frutaria. Talvez
não fossem de espinafres…
(Matilde Cabana)
De
repente, desmaio no supermercado. Quando acordo tenho sete anões a olharem para
mim.
(Alexandra)
Começo
a pedir desculpa e a preparar-me para fugir dali, quando alguém atrás de mim se
começa a rir e diz:
“Hoje
é carnaval, ninguém leva a mal…”
(Carolina Buxo)
Fico
especada a olhar para o nada e só me vem na cabeça “What the f#*@? Mas que
raios é que se passa aqui, caraças?” Percebo que além de estar bem alucinada
pelos bolinhos que comi antes, a velha “bruxa” era a minha avó e os anões os meus
sete primos.
(Gabriel)
Mas
espera, então o que era a maçã que imaginara e até trincara duas vezes? De repente
vejo o meu avô com uma cana na mão a dirigir-se a mim:
─
Volta lá a morder-me a careca! Tenta!
(Diogo)
Quando
o meu avô vai para me bater com a cana, eu acordo sobressaltada no meu sofá. Ao
meu lado está um prato com os bolinhos e na televisão passa um anúncio de maçãs
do Continente.
(Andreia)
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