Doravante, esta será a página da disciplina de Técnicas de Edição, uma disciplina artesanal num tempo digital.
Como é natural, esta cadeira vai ter alunos novos e outros que a deixam de frequentar. No entanto, para evitar a situação em que o doente morre da cura, ao caso o das gavetas que tendo sido criadas para a nobre função de arrumar acabam complicando, este blogue continuará a funcionar para a nova cadeira.
Quem a ela chega pela primeira vez, bem vinda/o. A cadeira está concebida de modo a poder ter essa dupla funcionalidade (alguns dirão dupla desfuncionalidade, mas ignorem-nos): servir como módulo autónomo, continuar de outra forma a pesquisa feita.Nestas aulas, serão propostos aos alunos exercícios concretos: de edição, revisão, concepção, solução de problemas. Serão também adquiridas ou readquiridas algumas ferramentas básicas.
Aqui há pelo menos duas soluções: 1) o docente convida especialistas (exemplo: um designer, um chefe de vendas na secção escolar de uma grande editora), 2) o aluno aceita o desafio («Challenge accepted!», nas imorredoiras palavras de Barney Stinson) e colmata ele próprio a lacuna.
Tópicos a abordar, a par dos exercícios práticos:
1. Como fazer? Editor, revisor, paginador.
2. Porquê fazer? Uma revisão sucinta da matéria de Teoria da Edição.
3. Questões de tradução O que é uma \"boa\" tradução? Língua de partida e língua de chegada. Problemas mais frequentes. Os falsos amigos. Tradução técnica e tradução literária.
4. Estrutura de uma pequena editora. Estrutura de uma grande editora.
5. O contrato. Aspectos essenciais.
6. A edição de texto. Intervenção ou intrusão? Como proceder?
7. O agente literário.
8. Marketing e comunicação.
9. As feiras.
10. Timings e calendarização. Uma máquina imparável.
11. Pré-produção, produção e pós-produção
O docente propõe por aula pelo menos um exercício. No final do semestre, os estudantes terão feito vinte exercícios ou mais, sendo estimulados a - a partir desses modelos - repetirem variantes dos exercícios tantas quantas quiserem, em função dos campo onde queiram atingir a excelência. Os desafios podem ser também teóricos, pois a prática beneficia ´de ser informada pela teoria. Histórias do mundo editorial concreto serão integradas, lembrando sempre que um sistema é posto em marcha por empresas e indivíduos concretos. Os estudantes serão lembrados de que esta é uma área humana e que, mesmo quando a máquina é oleada e as tiragens são consideráveis, se mantém artesanal.
Bibliografia auxiliar mínima:
- Furtado, J. A. (2009), A Edição de Livros e a Gestão Estratégica, Lisboa, Booktailors.
- Gross, G. (org.) (1985), Editors on Editing - An Inside View of What Editors Really Do, Nova Iorque, Harper & Row [1962].
- Guthrie, R. (2011), Publishing - Principles & Practice, Londres, Sage.
- Jackson, K. (2000), Invisible Forms, Nova Iorque, St. Martin's Press.
- Lucas, T. (1998), Le Guide de l'Auteur et du Petit Editeur, Lyon, AGEC-Juris
- Morfuace, P. (1998), Les comités de lecture, Ecrire et Éditer 3, Vitry, Publ. Du Calcre.
- Saal, R. (1995). (The New York Public Library) Guide to Reading Groups, Nova Iorque, Crown Publ., 1995.
- Schiffrin, A. (2006), O Negócio dos Livros, Rio de Janeiro, Casa da Palavra.
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