descivilizador do próprio regime econó-
mico e do quadro de competição que vai
sendo potenciado, e que consegue embru-
tecer qualquer um de nós, despertando-
-o para esses instintos ocultos: a cobiça,
a violência, o ódio pelo outro, o relativis-
mo moral… Somos assim confrontados
com a precariedade dos valores contem-
porâneos, precisamente por uma
função iminentemente anticultural, ou
seja, desumana nos preceitos que orga-
nizam o ambiente económico e tudo aqui-
lo que se considera que promove o de-
senvolvimento e progresso das nossas
sociedades. Vemos como a degradação
dos valores se liga a uma regressão uni-
versal que atinge a esfera pública e social
como uma infeção, expandindo-se em
todos os sentidos, com uma perniciosa
trauma punitiva (...)
Diogo Moreira
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