domingo, 28 de setembro de 2025

Exercício facultativo: lançamentos

 Como foi dito na última aula, esta é a época dos lançamentos. E nem todos coincidem com as aulas. 






1 comentário:

  1. Uma ótima experiência.
    Jorge Silva começou por louvar a experiência de trabalhar este livro de Dino D'Santiago. Emocionado, explica que os textos do autor trazem as emoções à flor da pele (tal como diz Lídia Jorge no prefácio deste livro). Agradece à editora Penguin Random House. Menciona uma frase de Capicua, rapper portuguesa: "Por cada grunho, um punho"; inspirado por esta frase, cria uma sua: "Por cada cretino, um Dino".
    Ângela Barbosa apresentou o livro com um texto escrito onde mencionou a forma de mostrar amor na cultura cabo verdiana, a sua experiência quando se mudou para Portugal (que se relaciona com alguns dos textos pertencentes ao livro), homenageou os pais do autor, deu ênfase à diferença do ego e alter ego do mesmo (usando várias vezes o nome artístico de Dino D'Santiago e o seu nome completo, Claudino Borges Pereira, para fazer esta distinção) e apelou várias vezes à paz, refletindo sobre o estado do mundo e o preconceito que prevalece na sociedade de hoje em dia, em Portugal e no estrangeiro.
    Achei especialmente interessante quando Ângela Barbosa explicou que antes de ler um livro lê sempre a ficha técnica do mesmo, e que só depois se sente descansada para ler o conteúdo.
    Rita Blanco afirmou relacionar-se com estas histórias, não pelo preconceito em relação à sua cor de pele, mas por ser mulher. Contou ao público a história de como conheceu Dino D'Santiago: numa manifestação depois da morte violenta de Bruno Candé, onde se olharam por um bocado e se abraçaram como se se conhecessem desde sempre. Revelou, por fim, que se identificou com os textos onde Dino D'Santiago explora a rigidez com que foi criado por causa da sua fé, e que no seu caso não era a fé que interferia com a sua educação, mas sim a ideologia comunista. Isto, sempre com o seu humor característico.
    Dino D'Santiago explicou que sugeriu a estas duas mulheres lerem e apresentarem o seu livro porque cada uma representava uma força feminina importante para o autor: Ângela Barbosa, uma mãe cabo verdiana; Rita Blanco, uma mãe portuguesa.
    Na sessão de autógrafos, Dino D'Santiago disse-me que o mais importante para si seria receber de volta o que os leitores acharam do seu livro, perceber que emoções a obra lhes invocou. Pela sua maneira de escrever, tantos as suas músicas como o seu livro, e conhecendo um pouco da sua maneira de pensar depois de ver várias entrevistas e estar presente neste lançamento do seu primeiro livro, Dino D'Santiago parece-me um artista muito completo e introspetivo, uma pessoa muito ligada às suas raízes cabo verdianas e à sua experiência portuguesa, que culmina o equilíbrio perfeito entre todos estes aspetos em "Cicatrizes". Confessou ao público que não se sentia nervoso ao lançar este livro, que os seus textos vieram do profundo mais feio de si próprio e que se sente em paz ao ter confrontado este seu lado.
    Eu estou ansiosa por ler este livro, e espero que os colegas que lerem esta apreciação também ganhem curiosidade em conhecer a obra.

    ResponderEliminar

Exercício 15: história triste em três palavras

  —  Agora só amanhã.