Exercício de escrita em aula
A definição de um livro é tão vaga e abrangente como o próprio propósito da nossa vida. Algo que à partida nos parece simples é de facto uma questão à qual várias respostas são aceites. O ano, o contexto físico e histórico, bem como o propósito do "livro podem ser, entre inúmeras outras, algumas das variantes a considerar.
Primeiramente, para ilustrar o ponto acima referido, por exemplo, para um livreiro um "livro" tem tanto uma conotação didática, relacionada com o estudo dos livros. a sua composição e a sua história, bem como uma conotação econômica, pois o livreiro necessita de livros para ganhar o seu pão.
Bem como para o livreiro, o seu distribuidor também interpretará um livro tanto como uma forma das mais belas artes humanas, bem como um número numa folha de stock de armazéns. O livro não é analisado por páginas, conteúdo ou qualidade, mas sim por peso, categoria (por onde se define o seu local no armazém), e se é um clássico, um best-seller, uma novidade ou algo do ano passado para entrar em no catálogo de descontos.
A um nível mais institucional, para o Estado, por exemplo, um livro pode ser um conjunto de leis por onde reger um país ou instruir as camadas jovens, preparando-as para o futuro. Um livro pode ser inclusive um objeto de estudos sobre a educação ou o nível literário de um país.
Para os media um livro é uma aposta, uma previsão de vendas, um espaço de antena dedicado à sua comercialização. O novo grande autor, a revelação deste natal, o must-have desta década, independentemente da qualidade ou conteúdo do mesmo. Para os meios de comunicação um livro faz parte de uma moda, uma oportunidade de captar atenção e tempo de ecrã.
E para nós, como leitores, o que é um livro? Será ele medido ao peso ou à página? Será ele uma forma de instruir ou distrair? Será o seu propósito preparar-nos para o futuro ou abstrair-nos do presente? Será um conto, uma revista um catálogo, um jornal de desporto ou uma carta de um amigo? É uma pergunta à qual todos nós temos a possibilidade de refletir. Não há como negar que o livro faz e sempre fará parte de nós, do ser humano. Cabe a nós então defini-lo.
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