O processo editorial é um jogo que todos querem ganhar e que muitos perdem. A indústria editorial é intrinsecamente comercial, perseguindo relevância num mundo moderno e perante a presença sinistra e débil das tendências contemporâneas. Atualmente, procura cada vez mais lucro e sucesso em leitores particularmente influenciáveis, priorizando subir na lista de mais vendidos; ao invés de cultivar e destacar obras provocadoras e inovadoras, que incentivem debate em relação a diversas questões morais, políticas, e socio-económicas, ou que possuam uma íntima conexão com comunidades marginalizadas e minorias. Na sua essência, a edição é uma miscelânea de coisas, mas há algo que estará sempre presente: o medo. Na maioria das vezes, ao editar o conteúdo, e até a forma, de uma obra, uma editora e todos os participantes num projeto editorial procuram não instigar reações adversas no paladar do leitor de hoje. É uma atividade que produz alterações na divisão de parágrafos e capítulos, na fluidez da escrita, e na redundância presente na mesma, com a intenção de mercantilizar o seu conteúdo. É um dos ventres para o nascimento e crescimento de uma cultura moderna, adaptando-se e evoluindo ao sentir a brisa de novos tempos. Edição é uma atividade puramente transitória e nunca estática— a própria encontra-se num processo editorial infinito. Por vezes conquista o público, mas muitas vezes confronta-se com o limbo da instabilidade dos tempos e das necessidades do ser humano e do leitor comum que apenas tentam acompanhar a mudança incessante o melhor que podem.
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Exercício 15: história triste em três palavras
— Agora só amanhã.
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