A atividade editorial é multifacetada; se, por um lado, retém e distribui elementos culturais de um artista, povo ou movimento, por outro lado, há um condicionamento inerente à produção dos mesmos que é ditado pelo seu impacto no mercado (e na própria editora).
Frequentemente sucede a obstrução da transferência cultural destes ramos devido às necessidades de um mercado altamente competitivo, do estilo de “quem dá mais”; marginalizando então os autores menos comerciais. Esta indústria exige um nível de adaptação a certos padrões, e a corda bamba de adaptar sem censurar a voz original requer um equilíbrio constante e exaustivo.
Esta pressão na produção é indissociável do trabalho, e gera uma certa tensão para agradar as massas, correndo-se o risco de produzir algo menos autêntico, perturbando deste modo a transmissão cultural pura.
Contudo, ainda é possível encontrar um espaço para os “patinhos feios” do negócio; embora este seja limitado.
Catarina Ricardo
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