terça-feira, 26 de maio de 2026

Exercícios 15 a 22

 Exercício 15

Acabou-se o tempo.


Exercício 16


Don’t make things up


Don’t give me that crap. Don’t make things up.

Don’t look me in the eyes. Just leave.

And spare me the eloquent speeches

and the goodbye farces. Don’t put up a scene.


Don’t say you’re sorry or that’s just

how life is sometimes: that everything fades away

and that the world and time heal every wound.

I repeat, my love: disappear.


And take whatever you want from

everything we once thought we’d share:

the books, the rosewood sculptures,

the records, the portraits, the pool table.


Don’t leave any addresses. Please:

I want you to fuck off, my love.


Exercício 17

Naquela noite, havia greve. Por este motivo, Jorge ia mais cedo para casa. No entanto, achou mais importante passar primeiro pelo café. Ia ver se Vanda lá estava. Se não estivesse, iria procurá-la depois noutro lugar.


Exercício 18

Cómico como o Paulo, a  Maria, o Eduardo e a Carla, tão distraídos que estavam nas suas vidas, que nem davam conta da bomba nuclear de catorze quilos que um míssil trazia a caminho.


Exercício 19

Maria foi para casa, porque estava com vontade de se enfiar na cama. Não que fosse preguiçosa, o que acontece é que não apreciava passar mais tempo que o necessário nas ruas.


Exercício 20

Uma mosca sem valor

Pousa com a mesma alegria

Na careca de um doutor

Como em qualquer porcaria


Exercício 21

Mas há muitos que o são, sei

Conheço aquilo que são

Que eu que não pareço eu

Parecendo que um ladrão pareço


Exercício 22

- Eu quero um copo de água.

Eu quero um copo de água?

Eu quero um copo de água?!

Eu quero um copo de água; eu quero um copo de água!

Eu quero um copo de água…

«Eu quero um copo de água»

Eu quero um copo de água: eu quero um copo de água.

Eu quero um copo de água - eu quero um copo de água.

Eu quero um copo. De água.

Eu quero… um copo de água!


segunda-feira, 25 de maio de 2026

Exercício 15 - 21

Exercício 15. Escreva uma história triste usando só três palavras:

- Ela não volta.

 

Exercício 16. Traduza para outra língua este poema:

Don't make things up

 

Stop bullshiting me. Stop making things up.

Don't look me in the eyes. Just go.

And spare me the pretty speeches

and the mockery of saying goodbye.  Don't make a scene.

 

Don't say you're sorry or that life

is like this sometimes: that everything is forgotten;

that the world and time heal any wound.

I'll repeat, my love: get lost.

 

And take whatever you want of all the things

we once thought we'd share:

the books, the rosewood sculptures,

the records, the portraits, the billiards.

 

Don't leave any addresses. Please:

All I want is for you to go fuck yourself, my love.

 

Exercício 17. Divida isto em cinco frases:

- Naquela noite, tendo em conta que havia greve, Jorge ia mais cedo para casa.

- Achou mais importante passar primeiro pelo café.

- Ver se a Vanda lá estava.

- Se não estivesse iria procurá-la depois.

- Noutro lugar.

 

Exercício 18. Junte isto numa só frase:

- Paulo ia para casa e a Maria ao cinema, mas ao Eduardo não lhe apetecia sair e a Carla tinha fome; o mais cómico é que nem davam conta de que o míssil já vinha a caminho, armado com uma bomba nuclear de catorze quilos.

 

Exercício 19. Corte as gorduras excedentárias:

- Maria foi para sua casa, porque estava com vontade de se enfiar na cama. Não apreciava, nem desejava passar mais tempo do que necessário nas ruas da cidade.

 

Exercício 20. Este poema do Aleixo caiu ao chão. Reordene:

- Uma mosca sem valor, pousa na careca dum doutor, com a mesma alegria como em qualquer porcaria.

 

Exercício 21. Vamos complicar o exercício 20?

Sei que pareço um ladrão

mas há muitos que eu conheço

que não parecendo que o são

são aquilo que eu pareço 

 

Exercícios 17 - 22

Exercício 17

Naquela noite havia greve. Jorge ia mais cedo para casa. Achou importante passar primeiro pelo café. Quis ver se Vanda lá estava. Se ela não estivesse, iria procurá-la depois noutro lugar.

 

Exercício 18

O cómico é que, enquanto o Paulo ia para casa, a Maria ao cinema, o Eduardo não lhe apetecia sair e a Carla tinha fome, ninguém dava conta de que o míssil já vinha a caminho, com catorze quilos e armado com uma bomba nuclear.

 

Exercício 19

Maria foi para sua casa, porque estava com vontade de se enfiar na cama e não apreciava passar mais tempo do que o necessário nas ruas da cidade.

 

Exercício 20

Uma mosca sem valor

pousa com a mesma alegria

na careca de um doutor

como em qualquer porcaria.


Exercício 21

Sei que pareço um ladrão

mas há muitos que eu conheço

que, não parecendo que o são,

são aquilo que eu pareço.


Exercício 22

Eu quero um copo de água: Eu quero um copo de água! Eu quero um copo de água! Eu quero um copo de água! Eu quero um copo de água? (Eu) quero um copo de água. Eu quero um copo de água… (Eu quero um copo de água; eu quero um copo de água; eu quero um copo de água; eu quero um copo de água; eu quero um copo de água; eu quero um copo de água) Eu [quero] um copo de água. Eu quero? Um copo de água? Eu? Quero? (um copo de água) Eu… quero um copo de água! Eu! Quero um copo de água! Eu (quero!) um copo de água! Eu quero um copo de água. Eu… Quero… Um copo de água. Eu quero (um copo de água) [Eu quero um copo de água; eu quero um copo de água; eu quero um copo de água.] Eu quero… um copo de água! Eu quero um copo de água – Eu quero um copo de água! Eu. Quero. Um. Copo. De. Água. Eu? Quero um copo de água? Eu! Quero um copo de água!

Próxima quarta 27 – não é uma aula

Não é uma aula. Apenas estarei na nossa sala, às 18h, para conversar com quem quiser aparecer. Conto sair às 19h30. Será, digamos, um epílogo. 

A maior parte da turma trabalhou bastante e bem. Acredito que é trabalhando, de preferência ás escuras, às apalpadelas, por aproximação e erro, que se aprende verdadeiramente. E que o retorno depende do nosso investimento. Tiveram exercícios vários, três profissionais de luxo, e um trabalho final que trabalha quase todos os músculos necessários nesta área. A nota que vos der é um pró-forma. Que nota cada um de vós, no íntimo, se dá? 

Nota: gostei mesmo do Clube dos Poetas Mortos do Diogo Infante, no Trindade, porque recoloca em pratos limpos o essencial e o acessório: não o empenho do professor, mas sim o dos alunos. O filme pecava por, devido à energia de Robin Williams, dar demasiado protagonismo à componente errada. 

Nestas áreas humanas, acredito que a tónica está no aprender bem mais do que no "ensinar". 

E deixo um poema de Herberto que saquei daqui

Li algures que os gregos antigos não escreviam necrológios,
quando alguém morria perguntavam apenas:
tinha paixão?
quando alguém morre também eu quero saber da qualidade da sua paixão:
se tinha paixão pelas coisas gerais,
água,
música,
pelo talento de algumas palavras para se moverem no caos,
pelo corpo salvo dos seus precipícios com destino à glória,
paixão pela paixão,
tinha?
e então indago de mim se eu próprio tenho paixão,
se posso morrer gregamente,
que paixão?
os grandes animais selvagens extinguem-se na terra,
os grandes poemas desaparecem nas grandes línguas que desaparecem,
homens e mulheres perdem a aura
na usura,
na política,
no comércio,
na indústria,
dedos conexos, há dedos que se inspiram nos objectos à espera,
trémulos objetos entrando e saindo
dos dez tão poucos dedos para tantos
objectos do mundo
e o que há assim no mundo que responda à pergunta grega,
pode manter-se a paixão com fruta comida ainda viva,
e fazer depois com sal grosso uma canção curtida pelas cicatrizes,
palavra soprada a que forno com que fôlego,
que alguém perguntasse: tinha paixão?
afastem de mim a pimenta-do-reino, o gengibre, o cravo-da-índia,
ponham muito alto a música e que eu dance,
fluido, infindável, apanhado por toda a luz antiga e moderna,
os cegos, os temperados, ah não, que ao menos me encontrasse a paixão
e eu me perdesse nela
a paixão grega.


domingo, 24 de maio de 2026

Exercício 22. Pontue o máximo que puder dentro das regras, depois delire

 Eu, quero, um copo de água. Eu quero, um copo de água. Eu, quero um copo de água. Eu quero um copo de água! Eu quero um copo de água? Eu quero um copo de água: Eu quero um copo de água!? Eu, quero, um, copo, de, água. Eu quero um, copo de água. Eu quero um copo, de água. Eu quero um copo de, água. Eu quero um copo de água...

Exercício 21. Vamos complicar o exercício 20?

 Um ladrão pareço que parecendo

Que não que eu, eu pareço

Conheço que são aquilo 

O que são mas há muitos sei


Exercício 20. Este poema do Aleixo caiu ao chão. Reordene:

 Na careca dum doutor

Pousa com a mesma alegria

Uma mosca sem valor

Como qualquer porcaria.

Exercício 19. Corte as gorduras excedentárias:


 

Maria foi para sua casa, porque estava com vontade de se enfiar na cama. Maria não apreciava, nem desejava, passar mais tempo do que era necessário nas ruas da cidade.

Exercício 18. Junte isto numa só frase:

 Paulo ia para casa, Maria ao cinema, mas o Eduardo não lhe apetecia sair, contudo Carla tinha fome, o mais cómico é que nem davam conta de que o míssil já vinha a caminho; Armado com uma bomba nuclear com catorze quilos.

Exercício 17. Divida isto em cinco frases:

 Naquela noite, tendo em conta que havia greve. Jorge ia mais cedo para casa. E achou mais importante passar primeiro pelo café. A ver se Vanda lá estava. Se não estivesse iria procurá-la depois noutro lugar.

sábado, 23 de maio de 2026

Exercício 16: Traduza para outra língua este poema

 Don´t make shit up

Don´t make with bullshit. Don´t make shit up.

Don´t look in my my eyes. Just leave.

And save me the eloquent speeches

And to the farces of farewell. Don´t make scene.


Don´t say you are sorry or it´s life

Sometimes it´s what it is: everything forgets;

that the world and the time heal every wound.

Repeat, my love: disappear.


And leave whatever you want to take

one day we suspected to share 

the books, the sculptures in rosewood,

the disks, the portraits, the billiards.


Don´t leave the addresses. Please:

I want to you fuck youself, my love. 


Exercício 14: Tem um minuto para rever este trecho de um artigo do i

 




Exercício 13: Capas



Lugar Feliz da Emily Henry:

Eu gosto imenso da capa. A cor principal é o rosa. Não é um rosa qualquer, um rosa choque, o que chama muito atenção. Depois, temos os desenhos dos personagens no mar, com um sol no fundo. Podemos entender, onde se passa a história é no verão. Tem duas personagens a boiar que estão a olhar uma para a outra, o que dá a entender que sejam as personagens principais. 

Gosto do tipo de letra da capa e da contracapa. 

É uma capa e uma contracapa que conseguimos entender, aonde se vai passar. Que é num sítio que tem praia e será no verão. O casal principal são os personagens que estão a boiar e a olhar um para outro.

É uma capa, que aprecio muito.





Mil Vezes Adeus de John Green:

Até gosto da ideia do detale do laranja e dos tipos de letra utilizados, mas sinto que a capa não reflete o que a história conta e aborda. Também gosto da textura que o título e o nome do autor têm. 

Mas tem cenas que acontecem nesse restaurante, mas a história é mais profunda do que a capa demonstra.







No Final, Morrem os Dois de Adam Silvera:

Gosto imenso desta capa, porque reflexe a essência da história. Parece que estamos dentro a história, a passear pelas ruas de madrugada, como eles estão a fazer. Também reparei do detalhe da morte estar como sombra dos personagens, como o nome indica, no final, eles morrem.

A contracapa gosto que da continuidade ao desenho da capa e tem uma pequena sinpose que não releva muito da história.





A felicidade nos dias de chuva de Imogen Clark:

Não gostei muito dessa capa, porque eu não gosto de pessoas na capa. Além disso, parece que a imagem está desfocada ou não está muito nítida. Não sei se dá para ver pela imagem.

Não sei se foi na impressão ou não foi uma boa escolha de imagem.



As Cartas da Papelaria de Ginza de Kenji Ueda:

O que me chamou mais atenção nesta capa foram as cores. As cores pastéis são muito bonitas e sinto algum acolhedor nessa capa. Depois tem os detalhes dos ramos de flores, as portas da papelaria (penso eu) e um gatinho na porta de entrada. Os elementos conversam uns com os outros.

Na lombada, temos novamente o gato.

A contracapa temos a sinpose e no final temos uma estante com livros e entre outras coisas, com o gatinho encostado.

Achei esta capa muito fofa e acolhedora.









Exercício 22

 Eu quero um copo de água. Eu quero um copo de água... Eu quero um copo de água! Eu quero um copo de água? Eu quero um copo de água?! Eu quero um copo de água!! Eu quero um copo de água; Eu quero um copo— de água. Eu quero, um copo, de água— Eu. Quero. Um. Copo. De. Água. Eu quero, um copo, de água; Eu quero um copo: de água. Eu quero: um copo de água. Eu quero... Um copo de água. Eu quero; um copo— de água. Eu! Quero! Um copo! De água!! Eu quero um copo: de água. Eu quero um copo de água... Eu quero? Um copo de água! Eu quero? Um copo? de água! Eu quero! Um copo de água? Eu quero... Um copo de água?! Eu... Quero um copo de água? Eu quero: um copo de água? Eu quero um copo! De água? Eu quero, um copo, de água, eu quero, um copo, de água, eu quero, um copo, de água; Eu quero um copo de água! Eu quero um copo de água... Eu quero um copo de água!...???

Exercício 21

 o que são mas há muitos sei

conheço que são aquilo

que não que eu eu pareço


um ladrão pareço que parecendo


—————————————————


Sei que pareço um ladrão

Mas há muitos que eu conheço

Que não parecendo o que são

São aquilo que eu pareço

Exercício 20

pousa com a mesma alegria como em qualquer porcaria uma mosca sem valor na careca dum doutor


Uma mosca sem valor

Pousa com a mesma alegria

Em qualquer porcaria

Como na careca dum doutor


Exercício 19

 Maria foi para sua casa, porque Maria estava com vontade de de se enfiar na cama, isto é, não é que Maria fosse preguiçosa, com efeito não era, o que acontece é que ela, Maria, não apreciava nem desejava passar mais tempo do que era necessário nas ruas da cidade.

Exercício 18

Paulo ia para casa, Maria ao cinema, e a Eduardo não lhe apetecia sair, mas a Carla tinha fome; o cómico é que nem davam conta de que o míssil já vinha a caminho, armado com uma bomba nuclear de catorze quilos.

Exercício 17

Naquela noite, tendo em conta que havia greve, Jorge ia mais cedo para casa. Achou mais importante passar primeiro pelo café. A ver se Vanda lá estava. Se não estivesse iria procurá-la depois. Noutro lugar.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Exercícios 17 a 22

 Exercício 17- Divida isto em cinco frases

    Naquela noite, tendo em conta que havia greve, Jorge ia mais cedo para casa.

    Achou mais importante passar primeiro pelo café. 

    Ver se Vanda lá estava. 

    Se não tivesse, iria procurá-la.

    Noutro lugar.


Exercício 18- Junte isto só numa frase

    Paula ia para casa, a Maria ao cinema, Eduardo não lhe apetecia sair, no entanto Carla tinha fome, ainda assim, o cómico é que nem davam conta de que o míssil já vinha a caminho, armado com uma bomba nuclear de catorze quilos.


Exercício 19- Corte as gorduras excedentárias

    Maria foi para sua casa, estava com vontade de se enfiar na cama. Não é que fosse preguiçosa, não desejava era passar mais tempo do que necessário nas ruas da cidade.


Exercício 20- Este poema do Aleixo caiu ao chão. Reordene:

    Uma mosca sem valor

    Pousa com a mesma alegria

    Na careca de um doutor

    Como em qualquer porcaria


Exercício 21- Vamos complicar  o exercício 20?

    Sei que pareço um ladrão

    Mas há muitos que eu conheço

    Que não parecendo o que são

    São aquilo que eu pareço


Exercício 22- Pontue o máximo que puder dentro das regras, depois delire.


    Eu quero um copo... de água.

    Eu? Quero um copo de água.

    Eu quero um copo. De água!

    Eu quero um copo. De água.

    Eu? Quero um copo de água?

    Eu? quero um copo de água.

    Eu quero um copo de água?

    Eu quero um copo de água!

    Eu! Quero um copo de água.

    Eu! Quero um copo de água!

    Eu... quero um copo de água.

    Eu quero! Um copo de água!

    Eu quero! Um copo! De água.!

Exercício 22

Eu quero um copo de água. Eu quero um copo de água. Eu quero um copo de água. Eu quero um copo de água. Eu quero um copo de água. Eu quero um copo de água! Eu quero um copo de água!! Eu quero um copo de água... eu quero um copo de água. Eu quero um copo de água. Eu quero um copo de água... eu quero um copo de água! Eu! Quero! Um copo! De água! Eu quero um copo! De água. Eu quero! Um copo de água; eu quero um copo de água? Eu quero um copo. De água. Eu quero um copo. De água?! Eu quero um copo de água. Eu... eu... eu... quero? Água? Eu quero! Eu quero!!! Quero!!! Um copo de água... quero um copo de água... quero um copo de água. Eu quero um copo de água, uma água. Eu quero um copo de água.

Exercício 19

    Maria foi para sua casa, porque estava com vontade de se enfiar na cama. Não é que Maria fosse preguiçosa, só não desejava passar mais tempo do que era necessário nas ruas da cidade.

Resolução dos exercícios 17 a 22

Exercício 17
 
Naquela noite, tendo em conta que havia greve, Jorge ia mais cedo para casa. Achou mais importante passar primeiro pelo café. A ver se Vanda lá estava. Se não estivesse iria procurá-la depois. Noutro lugar.
 
Exercício 18
 
Paulo ia para casa, Maria ao cinema, a Eduardo não lhe apetecia sair, Carla tinha fome; e o cómico é que nem davam conta de que o míssil já vinha a caminho — armado com uma bomba nuclear, catorze quilos.
 
Exercício 19
 
Maria foi para casa, com vontade de se enfiar na cama. Não é que fosse preguiçosa, só não apreciava passar mais tempo do que o necessário nas ruas da cidade.
 
Exercício 20
 
Na careca dum doutor
pousa com a mesma alegria,
como em qualquer porcaria,
uma mosca sem valor.
 
Exercício 21
 
Sei que pareço um ladrão,
mas há muitos que conheço
que são aquilo que eu pareço,
parecendo que não o são.
 
Exercício 22
 
— Eu quero um copo de água.
Eu? Quero um copo de água? Eu quero um copo de água! Eu quero um copo de água… Eu quero um copo de água; eu quero um copo de água, eu quero um copo de água. Eu quero um copo de água?! Eu quero um copo de água!! Eu quero. Um copo. De água. Eu quero um copo? De água. Eu quero um copo de água!!! "Eu quero um copo de água". Eu quero um copo de água... Eu quero? Um copo de água? Eu. Quero um copo. De água eu quero um. Copo de água. Eu quero um copo! De água, eu quero um copo de água. Eu… quero um copo — de água. Eu quero! Um copo! De água? Eu quero. Um copo de água eu quero. Um copo de água. Eu! Quero um copo de água, eu! Quero um… copo… de água… Eu quero um copo de água (eu quero um copo de água). Eu quero: um copo de água. Eu quero um copo: de água. Eu. Quero. Um. Copo. De. Água.
#euqueroumcopodeágua.

Exercício 20

 Uma mosca sem valor pousa com a mesma alegria na careca dum doutor como em qualquer porcaria.

Exercício 18

    O cómico é que nem davam conta de que o míssil já vinha a caminho, e armado com uma bomba nuclear de catorze quilos, e Paulo apenas ia para casa; Maria ia ao cinema; Eduardo não lhe apetecia sair; e Carla tinha fome.

Exercício 17

    Naquela noite ia haver greve. Jorge ia mais cedo para casa. E achou mais importante passar primeiro pelo café. A ver se a Vanda lá estava. Se não estivesse ia procurá-la depois noutro lugar.


quinta-feira, 21 de maio de 2026

Exercício do Comboio: Reflexo do Ódio - Editado e Rescrito

 Reflexo do Ódio


    Não conheço alguém tão enervante quanto a pessoa que me observa do outro lado do espelho.

    Porque é que sempre que olha para mim, é como se preferisse estar diante a qualquer outra coisa?

    Aqueles olhos frios, a pele irregular, o cabelo despenteado.

    Refresco a cara e encaro o espelho, novamente.

    Ela ainda está aqui. A mesma expressão na face.

    Acontece com todos os espelhos e como gostava que fosse diferente.

    Porque é que ela não desaparece?

    Diante a mim, encontra-se esta gémea maléfica que procura aumentar o meu desespero interior. Não sei quando deixei de gostar dela, mas fujo de espelhos como o diabo foge da cruz.

    Mal consigo andar na rua. Já repararam na quantidade de superfícies refletoras presentes no nosso dia-a-dia? Montras, vidros, poças de água - tudo me apavora. Por isso, prefiro olhar para o céu e para a natureza, ao invés desta tristeza. Já tentei de tudo, desde chapéus compridos para evitar as montras, a óculos escuros que dificultem a visão, mas nada funciona. Sou como Narciso, condenado a uma eternidade de sofrimento por olhar para o meu reflexo; aquele cruel gémeo de quem não posso escapar. 

    Deverei cegar-me, como fizera Édipo, no ápice da sua dor?

    Mas isso de nada serviria, e sabem porquê? Porque não preciso de olhos ou superfícies refletoras para a ver; não quando ela está sempre na minha cabeça, aterradoramente presente até quando fecho os olhos.


Rescrição de Texto feito em aula

 Texto Original


Marés de Emoções


Não há canções em vão,

Na beleza do mar reside a solição,

   Que despertou em mim, o desejo d'outrem.


Cumplicidade que vai além...

Água, sal, marés que separam

Braços que antes abraçaram


A sinfonia de elementos no ar,

Não deixa esquecer aquele olhar.

Na intimidade de um sorriso flagrante,

Emerge uma paixão sufocante,

Que nos enrola na sensualidade de uma fria maré.


Mas nem tudo o que parece, é.

Nestas ondas perco a fé,

De que tudo consiste num motivo.


Terá sentido seguir,

O desejo de um amor? De um sorriso?

Que vejo em mim surgir?


Ermo olhar sobre o horizonte tristonho,

O destino incerto é medonho,

E, por isso, anseio sair de cena.



 Texto Rescrito


Marés de Emoção


Não existem canções em vão.

Reside na beleza do mar a solidão,

que em mim despertou o desejo d'outrem.


Cumplicidade que vai além,

água, sal, marés que separam

braços que abraçaram.


Esta sinfonia de elementos no ar,

não permite esquecer aquele olhar.

Na intimidade de um sorriso flagrante,

emerge uma paixão sufocante

que nos enrola na sensualidade de uma fria maté.


Mas nada do que parece, é.

Nestas ondas, perco a fé 

de que tudo tem um motivo.


Fará sentido seguir

o desejo de um amor ou sorriso

que em mim vejo surgir?


Ermo olhar sobre o horizonte tristonho.

O destino incerto é medonho, 

por isso, anseio sair de cena.


Exercício 16 - Tradução

 Don´t make things up.


Don´t start with the bullshit. Don´t make things up.

Don´t look me in the eyes. Just leave.

And spare me the eloquent speeches 

and the fake goodbyes. Don´t make a scene.


Don´t say you´re sorry or that life

is sometimes like that: that forgets everything:

that the world and time heal any wound.

I repeat, my love: get lost.


And take anything you want from everything that

one day we thought we´d share:

the books, the sculptures in pau-santo,

the discs, the portraits, the billiards. 


Do not leave addresses. Please:

what I want is for you to go fuck yourself, my love.

Exercício 18. Junte isto numa só frase

"Paulo ia para casa. Maria ao cinema. Eduardo não lhe apetecia sair. Carla tinha fome. O cómico é que nem davam conta de que o míssil já vinha a caminho. Armado com uma bomba nuclear. Catorze quilos."


Resposta: O Paulo ia para casa, a Maria ao cinema e ao Eduardo não lhe apetecia sair, pois a Carla tinha fome, mas o cómico é que nem davam conta de que o míssil já vinha a caminho, armado com uma bomba nuclear de catorze quilos.

Exercício 19. Corte as gorduras excedentárias

Maria foi para casa, porque estava com vontade de se enfiar na cama. Não é que fosse preguiçosa, acontece é que não desejava passar mais tempo do que o necessário nas ruas da cidade.

Exercício 20. Este poema do Aleixo caiu ao chão. Reordene.

 Poema Original

Uma mosca sem valor

pousa com a mesma alegria

na careca de um doutor

como em qualquer porcaria


A minha versão:

Pousa na cabeça dum doutor

como em qualquer porcaria

uma mosca sem valor

com a mesma alegria






Exercício 22. Exercício de Pontuação

Eu quero um copo de água.

Eu quero um copo de água!

Eu quero um copo de água?

Eu? Quero um copo de água.

Eu? Quero um copo de água!

Eu? Quero um copo de água?

Eu quero um copo... de água.

Eu quero. Um copo de água.

Eu quero um copo. De água.

Eu. Quero um copo de água.

Exercício 17. Divida isto em cinco frases

 "Naquela noite, tendo em conta que havia greve, Jorge ia mais cedo para casa, e achou mais importante passar primeiro pelo café, a ver se Vanda lá estava, se não estivesse iria procurá-la depois noutro lugar."


Resposta: Naquela noite, havia greve. Jorge ia mais cedo para casa. Achou mais importante passar primeiro pelo café. A ver se Vanda lá estava. Se não estivesse, iria procurá-la depois noutro lugar.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Exercícios 17 a 22

 Exercício 17


Havia greve naquela noite. Jorge ia mais cedo para casa. Ia passar no café. Será que Vanda lá estaria? Se não estivesse, iria procurá-la depois noutro lugar. 


Exercício 18


Paulo ia para casa, Maria ia ao cinema, Eduardo não lhe apetecia sair e Carla tinha fome, porém, o cómico é que nem davam conta que o míssil estava a caminho: Armando com uma bomba nuclear que pesava catorze quilos.


Exercício 19


Maria foi para casa, porque estava com vontade de se enfiar na cama. Não é que fosse preguiçosa, mas não queria passar mais tempo na rua. 


Exercício 20 


Uma mosca sem valor pousa com a mesma alegria na careca dum doutor como em qualquer porcaria.


Exercício 21



Sei que eu pareço um ladrão 

Mas há muitos que conheço 

Que não parecendo um ladrão

São aquilo que eu pareço.


Exercício 22


Eu quero um copo de água. Eu quero um copo de água? Eu quero um copo de água! Eu quero um copo de água… Eu quero um: copo de água. Eu. Quero. Um Copo. De. Água. Eu? Quero? Um? Copo? De? Água? Eu… Quero… Um… Copo… De água…Eu! Quero! Um! Copo! De! Água!

 


Autoavaliação

  1. Trabalhei?
  2. Fiz batota? (iás etc.?)
  3. Tive prazer a ouvir os colegas apresentarem os trabalhos?
  4. Aprendi algo no processo? (Sobre mim/a matéria/a profissão?)
  5. Fiz, por moto próprio, variantes dos exercícios propostos? 
  6. Fui a livrarias e bibliotecas fazer consultas ou "não tive tempo"?

 


terça-feira, 19 de maio de 2026

Exercício 15: Escreva uma história triste usando só três palavras

 Não dá mais.

Feira do Livro

 É um excelente sítio para encontrar editores e, em pessoa, perguntarem por um estágio. 

(Provavelmente dirão "Ah, fale com... Envie um mail para...", mas ficam com um contacto, podem dizer no mail que falaram com X e, mais importante, mostraram o vosso rosto. Puseram um pé na porta.



segunda-feira, 18 de maio de 2026

Lista de Compras: duas novas entradas

 1. Como fazer? Editor, revisor, paginador.

2. Porquê fazer? Uma revisão sucinta da matéria de Teoria da Edição.

3. Questões de tradução O que é uma \"boa\" tradução? Língua de partida e língua de chegada. Problemas mais frequentes. Os falsos amigos. Tradução técnica e tradução literária.

4. Estrutura de uma pequena editora. Estrutura de uma grande editora. 

5. O contrato. Aspectos essenciais.

6. A edição de texto. Intervenção ou intrusão? Como proceder?

7. O agente literário.

8. Marketing e comunicação.

9. As feiras.

10. Timings e calendarização. Uma máquina imparável.

11. Pré-produção, produção e pós-produção.

12. A qualidade e a comerciabilidade: como decidir que um texto é digno de publicação?

13. O dinheiro não é infinito: critérios para as decisões financeiras na produção de um livro

14. Audiolivros: sim? não? processo de gravação. Escolha de narradores. Estúdio, edição e pós‑produção. Modelos de distribuição. Tendências.

R: Sim. Ideal: gravação em estúdio com engenheiro de som. (Este é mais importante que o estúdio, porque controla a qualidade. Em desespero, uma cozinha serve.)

Narradores: profissional ou o autor. Distribuição variada. Tendências: boa pergunta. 

15. Gestão de catálogo: como manter um catálogo coerente. Coleções. Novidades vs fundo de catálogo. Reedições, novas edições, direitos expirados.

R: há quem diga que uma editora é o catálogo. Cria uma identidade mas também a razão de ser. De costume, uma nova pequena editora era bífida. Uma promessa estreante, um autor prestigiado e/ou popular que já não cobre direitos



Exercícios 17 a 22

 

Exercício 17.

Naquela noite havia greve. Jorge ia mais cedo para casa, mas achou importante passar primeiro pelo café. Queria ver se Vanda lá estava. Se não estivesse, iria procurá-la depois. Noutro lugar.

 

Exercício 18.

Paulo ia para casa, Maria ao cinema; ao Eduardo não lhe apetecia sair, e Carla tinha fome, mas o mais cómico é que nem davam conta de que o míssil já vinha a caminho, armado com uma bomba nuclear – catorze quilos.

 

Exercício 19.

Maria foi para casa, tinha vontade de se enfiar na cama. Não é que fosse preguiçosa, mas não desejava passar mais tempo nas ruas da cidade.

 

Exercício 20.

Uma mosca sem valor

Pousa com a mesma alegria

Na cabeça de um doutor

Como em qualquer porcaria

 

Exercício 21.

Sei que pareço um ladrão

Mas há muitos que eu conheço

Que não parecendo o que são

São aquilo que eu pareço

 

Exercício 22.

Eu quero um copo de água.

Eu quero. Um copo de água.

Eu. Quero. Um copo de água.

Eu quero… um copo de água.

Eu… quero… um copo de água…

Eu… quero… um copo de água.

Eu… que…ro...um… co…po… de… á…gua…

Eu? Quero um copo de água.

Eu? Quero um copo de água?

Eu quero um copo de água!

Eu quero um copo de água?!

Eu quero um copo (de água).

Eu? Quero um copo de água.

Eu! Quero um copo de água!

Eu quero… um copo de água.

Eu quero um copo de… água.

Eu quero… um copo de água!

Eu! Quero! Um! Copo! De! água!

Exercício 16. Tradução do poema “Não Inventes” para francês

 

NE RACONTE PAS DES SALADES

 

Ne viens pas me faire chier. Ne raconte pas des salades.

Ne me regarde pas dans les yeux. Va-t’en, c’est tout.

Et épargne-moi les discours éloquents

et les faux adieux. Ne fais pas de scène.

 

Ne dis pas que tu regrettes ou que la vie

est parfois comme ça: que tout s’oublie;

que le monde et le temps guérissent toutes les blessures.

Je le répète, mon amour: disparais.

 

Et emporte ce que tu veux de tout ce que nous avons un jour pensé partager:

les livres, les sculptures en bois de santal,

les disques, les portraits, le billard.

 

Ne laisse pas d’adresse. S’il te plaît: 

Je veux que tu ailles te faire foutre, mon amour.

Exercício 15. Uma história triste com três palavras

Perdi o autocarro.

Exercício 14. Revisão do trecho de um artigo

 


Exercício 11. Tradução do poema de Raymond Carver

 A beber enquanto conduzimos


Estamos em agosto e não

leio um livro há seis meses

exceto algo chamado The Retreat from Moscow

de Caulaincourt.

Apesar disso, estou feliz.

A dar uma volta de carro com o meu irmão

e a beber um quartilho de Old Crow.

Não temos nenhum destino em mente,

estamos apenas a conduzir.

Se fechasse os olhos por um instante

estaria perdido, ainda assim

poderia deitar-me de bom grado e dormir para sempre

junto desta estrada.

O meu irmão acotovela-me.

Daqui a instantes, acontecerá alguma coisa.

Lista de Compras: mais duas novas entradas

1. Como fazer? Editor, revisor, paginador.

2. Porquê fazer? Uma revisão sucinta da matéria de Teoria da Edição.

3. Questões de tradução O que é uma \"boa\" tradução? Língua de partida e língua de chegada. Problemas mais frequentes. Os falsos amigos. Tradução técnica e tradução literária.

4. Estrutura de uma pequena editora. Estrutura de uma grande editora. 

5. O contrato. Aspectos essenciais.

6. A edição de texto. Intervenção ou intrusão? Como proceder?

7. O agente literário.

8. Marketing e comunicação.

9. As feiras.

10. Timings e calendarização. Uma máquina imparável.

11. Pré-produção, produção e pós-produção.

12. A qualidade e a comerciabilidade: como decidir que um texto é digno de publicação?

13. O dinheiro não é infinito: critérios para as decisões financeiras na produção de um livro.

14. A capa e contracapa: o papel comercial, relação com o miolo, tendências de mercado e marketing visual.

15. Capas em livros traduzidos: preservar ou adaptar? 

“Marés de Emoções” – texto reeditado

 Marés de Emoção


Não há canções em vão

Na beleza do mar reside a solidão

Que despertou em mim o desejo d’outrem.


A sinfonia de elementos no ar

Não deixa esquecer aquele olhar.

Água, sal, marés que separam

Braços que antes abraçaram.


Fará sentido seguir 

O desejo de um abrigo?

De um ombro amigo?

Que vejo em mim surgir.


Na intimidade de um sorriso flagrante

Emerge uma paixão sufocante

Que nos enrola na sensualidade

Dum mar que traz sal e saudade.


Mas nem tudo o que parece, é

Nestas ondas perco a fé.

Ao carregar o mundo às costas

Afogo-me sem respostas.


Ermo olhar no horizonte tristonho

O destino incerto é medonho

E, por isso, não quero ninguém. 


Exercícios (aula 13/05)

 Exercício 17

Naquela noite, Jorge ia mais cedo para casa. (Tendo em conta que era greve). Achou mais importante passar primeiro pelo café. A ver se Vanda lá estava. Se não estivesse iria procurá-la depois, noutro lugar.


Exercício 18

Paulo ia para casa, Maria ao cinema, já Eduardo não lhe apetecia sair e Carla tinha fome; o cómico é que nem davam conta de que o míssil já vinha a caminho armado com uma bomba nuclear – catorze quilos.


Exercício 19

Maria foi para casa. Estava com vontade de se enfiar na cama. Não é que fosse preguiçosa, o que acontece é que ela não apreciava passar mais tempo do que o necessário nas ruas da cidade.


Exercício 20

Pousa com a mesma alegria,

como em qualquer porcaria,

uma mosca sem valor

na careca dum doutor.


Exercício 22

Eu quero um copo de água. Eu quero um copo de água! Eu quero um copo de água? Eu quero um copo de água! Eu quero um copo. De água? Eu quero um copo de água. Eu quero um copo! De água! Eu quero um copo de água. Eu quero um copo de água! Eu quero um copo de água! Eu quero um copo! De água!

— Eu quero um copo de água?

— Eu quero um copo de água.

— Eu quero um copo de água!

Eu quero um copo de água. Eu quero um copo (de água). Eu quero um copo! De água? Eu quero um copo de água. Eu quero (um copo de) água. Eu quero… um copo… de água. Eu… quero… um… copo… de água… Eu quero um copo de água. Eu? Quero um copo de água? Eu quero um copo de água? Eu quero um copo – de água. Eu quero um copo de água! Eu quero um copo de água! Eu quero um copo de água! Eu quero um copo de água! Eu quero um copo de água! Eu quero um copo de água?

Exercício 18

 Paulo ia para casa, Maria ao cinema, Eduardo não lhe apetecia sair e Carla tinha fome, mas o cómico é que nem davam conta de que o míssil já vinha a caminho, armado com uma bomba nuclear de catorze quilos.

Exercício 17

 Naquela noite, havia greve.

Jorge ia mais cedo para casa.

Achou mais importante passar primeiro pelo café.

Queria ver se Vanda lá estava

Se não estivesse, iria procurá-la noutro lugar.

Exercicio 21

 Há muitos que parecem o que não são, eu sei que aquilo que pareço conheço, parecendo um ladrão


Exercício 20

 Exercício 20

Uma mosca sem valor

pousa com a mesma alegria

na careca dum doutor

como em qualquer porcaria

domingo, 17 de maio de 2026

Exercício 17 a 22

 

Exercício 17:

Naquela noite, Jorge ia mais cedo para casa. Tendo em conta que havia greve. E achou importante passar primeiro pelo café. Para ver se a Vanda lá estava. Se não estivesse iria procura-la noutro lugar.

Exercício 18:

Paulo ia para casa, a Maria ao cinema, ao Eduardo não lhe apetecia sair de casa e a Carla tinha fome, mas o cómico é que nem davam conta de que o míssil já vinha a caminho, armado com uma bomba nuclear de catorze quilos.

Exercício 19:

Maria foi para sua casa porque estava com vontade de se enfiar na cama. Não é que fosse preguiçosa. Só não desejava passar mais tempo do que necessário nas ruas da cidade.

Exercício 20:

Uma mosca sem valor

pousa com a mesma alegria

na careca de um doutor

como em qualquer porcaria

Exercício 21:

sei que pareço um ladrão

mas há muitos que eu conheço

que não parecendo o que são

são aquilo que eu pareço

Exercício 22:

Eu quero um copo de água. Eu quero um copo. De água. Eu quero um copo, de água. Eu quero um copo de água! Eu quero um copo de água? Eu quero um copo de água… Eu quero um copo de água. Eu quero… um copo de água. Eu quero um copo — de água. Eu… quero… um… copo… de… água… Eu? Quero um copo de água? Eu! Quero! Um! Copo! De! Água! Eu quero um… copo de água. Eu: — Quero um copo de água. Eu. Quero. Um. Copo. De. Água. Eu quero um copo… de água. “Eu quero um copo de água.” Eu quero um copo… de água. Eu quero um… copo de água? Eu? Quero? Um? Copo? De? Água? Eu quero. Um copo de água. Eu quero um copo de água. Eu quero um? Copo de água. Eu… quero um copo de água. Eu quero um! Copo de água. Eu quero um copo (de água). (Eu) quero um copo de água. Eu… quero um copo de água. Eu quero? um copo de água? Eu quero! Um copo de água! —Eu quero um copo de água.

Notas finais (ainda por lançar)

Ana Soares – 19 Alexandra Gutu – 18 André Ilharco – 18 Adriana Canelas – 18 Andreia Branco – 17 Bárbara Faria – 18 Beatriz Urban...