terça-feira, 28 de outubro de 2025

Lançamento do livro "Batida Só" de Giovanna Madalosso

Boa tarde a todos. 

Dia 19 de outubro tive a oportunidade de estar presente no lançamento do livro Batida Só de Giovanna Madalosso, com mediação por Bárbara Bulhosa (editora e fundadora da Tinta-da-China) e Rui Cardoso Martins.

O evento iniciou-se com a participação de Bárbara Bulhosa que, além de apresentar os autores presentes, falou sobre a coleção da editora que reúne as obras de ambos, intitulada “Ficção de Língua Portuguesa”. Estando esta ligada à publicação de obras escritas em português, não se dá nenhuma conversão entre as variantes brasileira e portuguesa, pois, segundo ela, a intenção desse conjunto de publicações é quebrar os muros linguísticos "desnecessários" entre as duas variedades.


Rui Cardoso Martins teve o papel de apresentar o livro e destacar as suas principais temáticas. Para Cardoso Martins, a diversidade de temas — amor entre gerações, dinheiro, culpa, acesso à saúde, acesso ao conhecimento, o cuidado com os mais frágeis, a fé e a sua busca — é abordada com sinceridade e empatia, e não com sarcasmo. Rui Martins afirmou que este livro não constitui um ataque a qualquer perspetiva, mas sim uma reflexão que considera a complexidade e a variedade de pontos de vista.


Giovanna Madalosso, por sua vez, apresentou a origem pessoal que a levou à escrita desta obra. “Batida Só” foi, para Giovanna, um livro não planeado. Impôs-se na sua vida após o adormecimento da sua filha, devido a uma doença cardíaca. Ela falou sobre o fato de se ter visto confrontada com a dificuldade de se distanciar do real, o que utilizou como inspiração para a sua ficção. No final, Giovanna respondeu a perguntas e, a partir delas, fez referência a outros dos seus livros, “Suíte Tóquio” e “Tudo Pode Ser Roubado”. Também ressaltou a importância que atribui à construção de imagens no texto, algo especialmente presente nos seus finais. 


Em termos mais técnicos, devo dizer que consideraria este evento um sucesso. O espaço estava quase cheio, ao que todos os lugares sentados estavam ocupados e inúmeras pessoas compraram o livro apresentado, assim como as outras obras da autora, mencionadas na conversa. 

De certa forma, foi também um teste de mercado ao vivo, demonstrando que o público-alvo estaria, possivelmente, entre os finais dos 20 até aos 60, e que era maioritariamente feminino. A conversa foi tomada principalmente por Giovanna, que manteve um ritmo cativante e um comentário acerca da própria obra muito esclarecedor. Por outro lado, o facto de se ter este lançamento, e a presença de dois autores, foi igualmente positivo para divulgação da coleção a que ambos pertencem, tal como para as restantes obras da autora, que acredito terem voado das estantes. Acho que associado ao cariz da obra, o facto de ter sido uma sessão acolhedora, de interação com a autora, foi algo bem escolhido.







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