terça-feira, 21 de outubro de 2025

Sumário 15/10/2025

 Durante a aula, o professor iniciou a aula ao comunicar a morte de José Afonso Furtado, que é considerado o "pensador do livro" e muitas vezes comparado com José Luís Borges. Foi diretor da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian. Além do trabalho que José Afonso Furtado fazia como diretor, também escrevia no Twitter, atualmente chamado de X.

Nesses twitts dizia a sua opinião e compartilhava, fundamente, informação para o público, como artigos que achava interessante, ao longo de quinze anos.

O professor realizou uma metáfora entre escreve num palácio ou na rua. Ou seja, quando alguém tem algum de interessante para abordar, irá dizer-lá, mesmo que seja num lugar considerado nobre ou não.

Algumas vezes acontece, que o nome consegue ser superior/maior do que aonde escreve, pois, o nome é tão conhecido que supera onde escreve (não importa se for num sítio banal, como o Twitter/X). Ou acontece, também, o contrário, a plataforma consegue ser tão superior/maior do que o nome da pessoa, pois o individuo não é tão conhecido/influente, mas a partir do momento que escrevo num sítio que é considerado importante, terá, quase automaticamente, o interesse do leitor.

 Fizemos uma lista com as diferenças entre o livro eletrónico e o livro de papel.

A seguir disso, abordamos o ponto 4- O jogo de papéis.

Tudo o que implica a edição está interligado. Seja desde do pequeno pormenor até ao maior. Nem todos os sectores dialogam com todas as áreas, mas desde do princípio do manuscrito até há a sua publicação, o editor dialoga com todos os sectores que sejam necessários, como, por exemplo, do autor até ao livreiro.

Uma das partes mais importantes de um livro é a contracapa. A ideia de uma contracapa tem que ser eficaz, para ajudar/ convencer o leitor a comprar o livro.

A maldição de um editor são os erros que se tornam visíveis. Quando os erros parecem logo na 1º pagina é diferentes dos erros que aparecem na página 60. O editor tem que prestar atenção e preocupar nas primeiras vinte/sessenta páginas, se ficar algum erro visível, o leitor irá notar e a partir disso haverá mais desconfianças nas seguintes páginas ao longo da leitura. Mas caso passe a marca das vinte páginas, qualquer erro, já não será notado pelo leitor.

No ponto 4.3-) Quem manda? Que direito a interferir?

Para abordar essas questões, podemos que aprender as diferenças do Editor/Publisher porque tem funções diferentes para uma só palavra "editor". Uma parte do editor é "quem produz" e outra parte é quem "lê e contribui".

Quem já tem muitas leituras feitas, com essas bases vai avaliar se o livro é bom ou não; por isso, tem muitas variáveis que determinam se esse livro é bom para alguém e é mau para outra.

O editor tem que defender o livro que edita até ao fim, mesmo que corra mal ou bem, muitas das vezes isso não acontece, por uma questão de ego) e tem o dever que deixar o texto da melhor forma possível.

Num mundo da edição, o editor é visto como um conselheiro para guiar. Ter um bom conselheiro tem que ser frontal, que diga aquilo que pensa e que acha, sem medo de ser julgado. O autor agradece ter ao seu lado, bons conselheiros, pois o editor torna-se o advogado do leitor e irá julgar se o manuscrito estará no agrado do futuro leitor.

Quando acontece uma publicação periódica, o editor tem mais poder que o autor, porque a publicação tem que apelar para alguma audiência. Enquanto é para o livro, o autor tem mais poder que o editor, porque o editor só está como ajudante/conselheiro, o autor não é obrigado a aceitar as alterações que forem feitas.

Na capa tem três elementos importantes, o nome do autor para ser responsabilizado por alguma coisa, caso seja preciso; o título para diferenciar os nomes das obras que o autor tenha e a logo da editora, como simbolismo para representar as obras que o autor tenha.

Ás vezes, o autor pode achar que o seu trabalho está tão completo e tão "perfeito", que fica tão cego por essa perfeição, enquanto o editor vem demonstrar que o seu trabalho também tem falhas e que pode e deve ser melhorado.

Também abordamos a questão do Sensitivity Reader: o editor tem que estar atento sobre os assuntos mais sensível, como o racismo e a homofobia. Dependendo da época que os livros foram escritos, podem ter termos ofensivos e tem que ser reescritos.

Por fim, abordamos a edição crítica é quando o livro tem muitas edições e precisa de ter uma edição definitiva, é mais uma edição académica.

Rita Gaspar

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