sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

"Quatro Paredes", em bruto

 Quatro Paredes

Abri a porta de minha casa e olhei à volta. As paredes que antes me eram tão familiares agora pouco me diziam. Talvez seja eu que tenha mudado, talvez alguém cá tenha estado e alterado os quadros de lugar. (Catarina Caria)
Sentei-me e esperei alguns momentos para tentar conseguir captar os ecos das vozes que aqui antes se encontravam. (Filipa Branco)
O cheiro do café no fogão. A brisa que fazia dançar a cortina. A sombra que as árvores projetavam nas paredes brancas. (Rita)
Tudo o que era familiar se tornara desconhecido. “Será que estou perdida?” (Raquel Sousa)
Procuro resposta dentro dos meus lençóis de seda. Desfaço-me sob o olhar de uma luz acesa. Casa ou ventre? Já não sei. (Lúcia Ferreira)
Onde quer que esteja, está longe de ser “meu”. Faltam os risos, o calor, o conforto. Falta o amor, que fazia destas quatro paredes o meu refúgio. (Inês Marques)
Coberta toda eu com uma pele exterior não humana. Abro e fecho os olhos dentro do meu casulo artificial. Procuro segurança no escuro que me envolve, pois o espaço aberto de minha casa é, agora, uma tapeçaria de memórias que me sufoca. (Catarina Caria)

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