sábado, 21 de fevereiro de 2026

"A Tempestade", em bruto

     Eram quatro da manhã quando acordei sobressaltada com a tempestade que decorria lá fora. Levantei-me silenciosamente para ir buscar um copo de água, tentando não acordar Mariana que dormia profundamente. O temporal agravava-se e para lá da janela da cozinha a rua mostrava-se negra, apenas uma casa mal iluminada piscava uma pequena luz vermelha. (Bárbara Faria)

    Era certo que não conseguiria voltar a adormecer tão depressa. Acendi a luz do exaustor e enchi um copo com água. Do canto do olho continuava a ver a luz vermelha, persistente, cada vez mais forte. Ou talvez, fosse apenas impressão minha, induzida pelo sono. (Joana Garcia)


    Não, estava certa que não era só o sono, e que aquela luz vermelha ameaçaria cegar-me se olhasse bem para ela. (Beatriz Urbano)


    E assim, sem aviso, de rompante, os meus ouvidos estalaram com um som ensurdecedor e tudo o que via era penumbra. (Maria Inês Alves)


    Pensei ter sido atingida por uma bomba, tamanho o estrondo que senti. Fiquei completamente desorientada. O meu primeiro instinto foi chamar pela Mariana. (Beatriz E.)


    Mas, para minha surpresa, não houve resposta alguma. Talvez ainda estivesse a dormir. Uma parte da minha mente tentava convencer-se de que era só isso. Ela ainda estava a dormir. (Carolina Lucas)


    Ao encontrar-me cega, rodeada pela escuridão, tento guiar-me pela casa que já me é tão familiar. Com braços esticados e passos cuidadosos, procuro uma cadeira onde me possa sentar e descansar. É um apagão, certo? Que mais poderia ser? Mas ao continuar a andar num corredor aparentemente interminável, apercebo-me de algo: não sei onde estou. (Matilde Mateus)

    

    A minha voz resiste ao ímpeto de a calar, apavorada pela ideia de ser ouvida por um perigo eminente. Pergunto por alguém, imploro a presença de um outro. E assim que o pedi, ele apareceu. Foi assim que aprendi a não desejar o que desconheço. (Sara)


    Começo a fazer-lhe perguntas, mas sei que já não estou a ser coerente. Não percebo de onde é que ele veio, ou onde estamos, e Mariana? Sem dizer uma palavra ele vai-se aproximando e já não consigo segurar as lágrimas. Tento afastá-lo, mas os seus olhos rubros prendem-me ao chão. (Bárbara)


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Exercício 15: história triste em três palavras

  —  Agora só amanhã.