FACTO OU FICÇÃO? - BRUTO
Era uma noite das mais tranquilas que o verão pode oferecer. Enquanto uma breve aragem despenteia a poupa de três cabelos loiros e finos do Zé, este, após um dia de trabalho, senta-se no sofá e liga a televisão. Do cimo das escadas vem Maria, com uma pressa dos diabos. Chega-se a Zé e com a sua mão delgada, mas firme, crava-lhe uma estalada na cara.
DIOGO
O Zé, sem saber do que se tratava, tinha apenas duas perguntas:
-Quem és tu? E o que estás a fazer em minha casa?
ANDREIA B.
Em que Maria responde:
-Quem sou eu? Deves estar a brincar comigo!
RITA
Zé, assustado por não saber quem era a mulher que lhe batera, optou por, desta vez, ficar em silêncio e retribuir a pancada.
MATILDE CABANA
Após um curto silêncio, Maria diz:
-Quando precisavas de alguém para fugires da tua mulher já sabias que eu era!
ALEXANDRA
-Mas que mulher?- ripostou ele.
E ficaram os dois a olhar um para o outro, um pouco embasbacados.
CAROLINA BUXO
Nesse momento, após mais um breve momento de silêncio ensurdecedor, a câmara faz zoom-off do cenário e o episódio termina. São os últimos episódios da novela mais falada dos últimos tempos.
GABRIEL ALVES
-Porra, o estalo era a brincar, não sabias?- Disse António.
-Desculpa, entusiasmei-me- respondeu Antonieta com um ar dócil, mas orgulhoso.
DIOGO
-A brincar ou não, vou ficar com uma marca na cara no mínimo uma semana. O que vou dizer à minha mulher?
ANDREIA B.
-Isso já é um problema teu! A tua mulher não sabe que és ator? São as consequências do ofício- responde Antonieta.
RITA
-Vou já ligar-lhe para explicar a situação! Assim ela fica a saber o perigo de trabalhar com uma maluca!
MATILDE CABANA
-Vai fazer queixinhas à tua mulher, vai! Cá para mim gostaste do estalo, mas não confessas!
ALEXANDRA
-És completamente maluca, Antonieta! Vou falar com o diretor e vais já ser despedida!- disse António, não sem corar até às orelhas.
CAROLINA BUXO
-Oh, António… Também não é para tanto, não é? Deixa-te disso, peço-te desculpas se fui “too much”. Aceitas o meu pedido, meu querido “Zé”?
GABRIEL ALVES
-Está bem minha querida “Maria”. Sabes, podíamos marcar umas aulas extra para praticar, percebes?
-Desde que não te queixes à tua mulher- disse ela enquanto lhe pisca o olho
-Não, fica entre o “Zé” e a “Maria”.
DIOGO
FACTO OU FICÇÃO- EDITADO
Era uma noite das mais tranquilas que o verão pode oferecer. Uma breve aragem atravessa uma brecha e despenteia a poupa de três cabelos loiros e finos do Zé. Após um dia de trabalho, Zé senta-se no sofá e liga a televisão.
Do cimo das escadas Maria desce com uma pressa dos diabos. Chega-se a Zé e com a sua mão delgada, mas firme, crava-lhe uma estalada na cara. Zé, sem saber do que se tratava, tinha apenas duas perguntas:
-Quem és tu? E o que estás a fazer em minha casa?
Ao que Maria responde:
-Quem sou eu? Deves estar a brincar comigo!
Zé, assustado por não saber quem era a mulher que lhe batera, optou por ficar em silêncio e retribuir a pancada. Após um curto silêncio, Maria diz:
-Quando precisavas de alguém para fugires da tua mulher já sabias que eu era!
-Mas que mulher?- ripostou ele, ficando os dois a olhar um para o outro, um pouco embasbacados.
Nesse momento, após mais um breve momento de silêncio ensurdecedor, a câmara faz zoom-off do cenário e o episódio termina. São os últimos episódios da novela mais falada dos últimos tempos.
-Porra, o estalo era a brincar, não sabias?- disse António
-Desculpa, entusiasmei-me- respondeu Antonieta com um ar dócil, mas orgulhoso.
-A brincar ou não, vou ficar com uma marca na cara no mínimo uma semana. O que vou dizer à minha mulher?
-A tua mulher? Isso já é um problema teu! A tua mulher não sabe que és ator? São as consequências do ofício- responde Antonieta.
-Vou já ligar-lhe para explicar a situação! Assim ela fica a saber o perigo de trabalhar com uma maluca!
-Vai fazer queixinhas à tua mulher, vai! Cá para mim gostaste do estalo, mas não confessas!
-És completamente maluca, Antonieta! Vou falar com o diretor e vais já ser despedida!- disse António, não sem corar até às orelhas.
-Oh, António… Também não é para tanto, não é? Deixa-te disso, peço-te desculpas se fui “too much”. Aceitas o meu pedido, meu querido “Zé”?
-Está bem minha querida “Maria”. Sabes, podíamos marcar umas aulas extra para praticar, percebes?
-Desde que não te queixes à tua mulher- disse ela enquanto lhe pisca o olho
-Não, fica entre o “Zé” e a “Maria”.
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