Inês F: Um elefante com um vestido cor-de-rosa e unhas pintadas de verde florescente foi avistado a voar, com um ar aborrecido, pela cidade de Aveiro.
André: Aquele animal, outrora pesado, levitava pelos canais, fazendo ciúmes aos moliceiros e deixando um rastro de espanto e curiosidade na cara dos turistas.
Ana: Não obstante o espanto daqueles que por ali passavam, o grande elefante insistia no seu bailado. Os turistas, habituados apenas às danças dos peixes, murmuravam entre si sobre os motivos que levaram o elefante à representação de tão bela peça.
Tiago: Vários cidadãos, de lágrimas nos olhos, comentavam que tal espetáculo merecia maior público, antevendo a necessidade de criar um evento itinerante que passasse por outras cidades do país, como Coimbra, Castelo Branco e Seixal.
Adriana: Tão conhecido ficou o pobre elefante que atraíra atenções indesejadas: os cientistas russos.
Diana: Os próximos meses deixaram várias cidades portuguesas assoberbadas com a enchente de russos, que não conseguiam prever com precisão a trajetória do elefante dançante.
Inês: E o elefante, continuou a voar, pávido e sereno, sem fazer a menor ideia de que cidades inteiras paravam para a sua passagem marcante e de que, na verdade, o queriam parar para descobrir a razão de algo nunca antes sonhado.
André: O impacto foi tal que o governo novo teve de proibir a cobertura televisiva do Elefante de Aveiro em território nosso. Não havia forma de diminuir o gigantesco afluxo de remos (?) em Portugal para ver este nobre mamífero.
Ana: Por essa altura, já o sindicato dos Peixes se havia reunido por inúmeras vezes, para combater tão desleal concorrência. Que a Ria se sempre tinha sido deles, que todas as atenções sempre neles estiveram concentradas e estavam agora relegados para o plano da indiferença.
Tiago: Foi neste sentido que o reunido sindicato acabou por decidir enviar a Sua Alteza Real, Dr. Elon Musk, um convite não só para participar no evento, mas também para ser o seu padrinho, à imagem daqueles que apadrinham as (?) de Lisboa.
Adriana: Porém não havia nada que pudessem fazer para retirar as atenções do elefante cor-de-rosa.
Diana: "Foda-se" disseram os Russos, mas em Russo.
Olá, Inês! Em ajuda à difícil tarefa que é decifrar a minha letra, envio o meu texto corrigido:
ResponderEliminar"André: O impacto foi tal que o governo russo teve de proibir a cobertura televisiva do Elefante de Aveiro em território russo. Não havia forma de diminuir o gigantesco afluxo de russos em Portugal para ver este nobre mamífero."