O Livro do
Carnaval
Cristiano começou a preparar-se
para o Carnaval. Retirou o seu fato roxo do armário e convenceu o seu amigo a
mascarar-se de jumento. Quando a semana ia quase a meio, foram para a cidade de
Quaresma, porque os acessos a Torres estavam fechados.
(Matilde Cabana)
Pelo caminho encontraram um
senhor barbudo, envolvido por um manto azul, pregava algo sem nexo e dizia
coisas como: “Quem hoje vestir um fato roxo terá 10 anos de azar.”
(Alexandra Gutu)
Pensaram que era louco e por isso
não fizeram caso. Não desconfiaram da sua sorte nem quando, a caminho de
Quaresma, o céu ficou negro e uma mulher, que se apressava no sentido
contrário, balbuciou algo como “Péssimo dia para se ir à Quaresma”.
(Carolina Buxo)
Lá seguiam os amigos a caminho de
Quaresma, não pensavam em mais nada além do traçadinho e dos finos bem gelados
que lá iam beber. “Hoje é borga”, disse Pedro a Cristiano, mal sabiam eles o
que os esperava mais à frente…
(Gabriel Alves)
Acabados de chegar, depararam-se
com uma cidade completamente deserta. Haviam máscaras de várias personalidades
conhecidas espalhadas pelo chão, mas ninguém para as usar. Onde estariam os
outros?
(Diogo)
Tentaram procurar respostas, mas
o céu abrira-se e rapidamente os dois amigos ficaram encharcados. Pedro, no seu
disfarce de jumento, ficou preso na lama e culpou Cristiano por usar um fato
roxo no Carnaval.
(Andreia B.)
No entanto, Cristiano ignorou o
comentário do amigo e ajuda-o a sair da lama. Conseguiram arranjar abrigo.
(Rita)
Pedro continuou a gritar com
Cristiano, mas este estava apenas a reparar que o seu fato começava a
diluir-se.
(Matilde Cabana)
Cristiano tinha sido então
livrado do seu azar. Ajoelhou-se e agradeceu ao Céu.
(Alexandra Gutu)
Foi então que a tinta começou a
manchar muitos dos outros disfarces no chão, e a chuva, que parara, voltou.
(Carolina Buxo)
Nesse mesmo instante, Pedro
enfureceu-se com o amigo: “Isto é tudo culpa tua, Cristiano. Maldita a hora em
que escolheste essa porcaria de fato roxo”.
(Gabriel Alves)
- O quê? Vais dizer que o Deus do
Carnaval não gosta de fatos roxos? Que disparate! Se fosse mesmo assim, um raio
cairía na minha cabeça mesmo agora!
Bem dito, bem feito. Dos céus
caiu um raio tão potente na cabeça de Cristiano que este se desintegrou. Apenas
sobrou o fato roxo estendido pelo chão.
(Diogo)
Pedro tentou fugir, porém o seu
fato ensopado não o permitiu ir muito longe.
(Andreia B.)
Já não tinha mais volta! A
maldição continuava e Cristiano não sabia quebrá-la.
(Rita)
Gustavo fechou o livro, enquanto
ouvia a sua mãe a chamá-lo para o jantar.
(Matilde Cabana)
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