sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

"O Livro do Carnaval", em bruto

 

O Livro do Carnaval

Cristiano começou a preparar-se para o Carnaval. Retirou o seu fato roxo do armário e convenceu o seu amigo a mascarar-se de jumento. Quando a semana ia quase a meio, foram para a cidade de Quaresma, porque os acessos a Torres estavam fechados.

(Matilde Cabana)

Pelo caminho encontraram um senhor barbudo, envolvido por um manto azul, pregava algo sem nexo e dizia coisas como: “Quem hoje vestir um fato roxo terá 10 anos de azar.”

(Alexandra Gutu)

Pensaram que era louco e por isso não fizeram caso. Não desconfiaram da sua sorte nem quando, a caminho de Quaresma, o céu ficou negro e uma mulher, que se apressava no sentido contrário, balbuciou algo como “Péssimo dia para se ir à Quaresma”.

(Carolina Buxo)

Lá seguiam os amigos a caminho de Quaresma, não pensavam em mais nada além do traçadinho e dos finos bem gelados que lá iam beber. “Hoje é borga”, disse Pedro a Cristiano, mal sabiam eles o que os esperava mais à frente…

(Gabriel Alves)

Acabados de chegar, depararam-se com uma cidade completamente deserta. Haviam máscaras de várias personalidades conhecidas espalhadas pelo chão, mas ninguém para as usar. Onde estariam os outros?

(Diogo)

Tentaram procurar respostas, mas o céu abrira-se e rapidamente os dois amigos ficaram encharcados. Pedro, no seu disfarce de jumento, ficou preso na lama e culpou Cristiano por usar um fato roxo no Carnaval.

(Andreia B.)

No entanto, Cristiano ignorou o comentário do amigo e ajuda-o a sair da lama. Conseguiram arranjar abrigo.

(Rita)

Pedro continuou a gritar com Cristiano, mas este estava apenas a reparar que o seu fato começava a diluir-se.

(Matilde Cabana)

Cristiano tinha sido então livrado do seu azar. Ajoelhou-se e agradeceu ao Céu.

(Alexandra Gutu)

Foi então que a tinta começou a manchar muitos dos outros disfarces no chão, e a chuva, que parara, voltou.

(Carolina Buxo)

Nesse mesmo instante, Pedro enfureceu-se com o amigo: “Isto é tudo culpa tua, Cristiano. Maldita a hora em que escolheste essa porcaria de fato roxo”.

(Gabriel Alves)

- O quê? Vais dizer que o Deus do Carnaval não gosta de fatos roxos? Que disparate! Se fosse mesmo assim, um raio cairía na minha cabeça mesmo agora!

Bem dito, bem feito. Dos céus caiu um raio tão potente na cabeça de Cristiano que este se desintegrou. Apenas sobrou o fato roxo estendido pelo chão.

(Diogo)

Pedro tentou fugir, porém o seu fato ensopado não o permitiu ir muito longe.

(Andreia B.)

Já não tinha mais volta! A maldição continuava e Cristiano não sabia quebrá-la.

(Rita)

Gustavo fechou o livro, enquanto ouvia a sua mãe a chamá-lo para o jantar.

(Matilde Cabana)

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