Ontem acreditava no Pai Natal, no Coelhinho da Páscoa, na Fada dos Dentes. Enfim, na felicidade infinita. Passadas apenas quinze horas, a minha visão do mundo é completamente oposta. Tudo mudou desde as cinco horas da manhã de hoje. (Ana)
É curioso pensar que nunca sabemos se o momento seguinte da nossa vida pertencerá ao conjunto determinante (e formativo) de eventos que nos marcam. (Tiago)
Só queria ter tempo para processar, para me deixar embalar por ele e sentir que me tiraram o chão de baixo dos pés. (Adriane)
Sinto já saudades de quem fui, esse ser inocente que tanto teve de abandonar. Não há caminho de volta a essa doce ignorância. (Diana)
A morte da ignorância é algo necessário para crescer mesmo que seja imensamente desconfortável. (Inês)
Sei que não estou a fazer muito sentido neste momento, mas quem é que na vida faz? (André)
Tenho que ser honesta com aqueles que perdem parte do seu tempo a ler as palavras que escrevo e contar tudo. Depois de ter acordado, comi os cereais como habitualmente e saí de casa. Foi aí que (Ana)
o vi, sentado na poltrona castanha, com a porta de sua casa - apartamento à minha frente - completamente escancarada. Estava vestido com um robe de seda e fumava algo que, num primeiro momento, me pareceu ser um charuto. (Tiago)
Paulo, o meu vizinho, era um homem caricato e de poucos amigos, mas não poderia deixar de me afetar com o seu destino. (Adriane)
Ao ver-me ali parada a encará-lo, ofereceu-me um charuto. Eu aceitei e perguntei o que fazia ele ali. (Inês)
Respondeu:
- Não vês? Estou à procura do meu destino!
Estava louco, só podia. (André)
Deixei-o entrar na minha vida e virá-la do avesso! (Ana)
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