Meteram-me uma folha de papel à frente. Mal sabem eles que já não via este histórico objeto há 50 anos. O mundo já não é o que era; então, que vem a ser isto? (Alexandra Gutu)
Já se desaprendeu a arte de fazer correr tinta. É uma expressão em desuso, tal como o é este objeto frágil. Um rasgão, uma garrafa que se lhe entorne para cima e tudo o que aqui foi escrito desaparece. (Carolina Buxo)
Engraçado é ver como este mero papel, hoje tão desvalorizado, em tempos, já foi das maiores provas físicas do mundo. Certidões, livros milenares, informações obscuras que, antes, apenas este desvalorizado papel poderá datar. Não chega a ser irónico a história – ou melhor, o tempo – desvalorizou justamente aquilo que a mantém viva? (Gabriel Alves)
De facto, o papel não muda o seu conteúdo com o passar do dedo, não possui cores estimulantes e músicas que se entranham nos nossos ouvidos, nem se adapta aos nossos gostos. O papel oferece-nos possibilidades, não distrações. (Diogo)
E é exatamente isso que o ser humano quer. Distrações! O ser humano já não quer pensar ou perder tempo. (Andreia B.)
Com muito cuidado puseram este estranho papel sobre a luz. Pode ter uma mensagem importante. (Rita Gaspar)
A mensagem é o ato que, estando a ser perdido, se manterá apenas vivo na memória daqueles que cresceram sem saber fazer scroll. (Matilde Cabana)
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