segunda-feira, 18 de maio de 2026

“Marés de Emoções” – texto reeditado

 Marés de Emoção


Não há canções em vão

Na beleza do mar reside a solidão

Que despertou em mim o desejo d’outrem.


A sinfonia de elementos no ar

Não deixa esquecer aquele olhar.

Água, sal, marés que separam

Braços que antes abraçaram.


Fará sentido seguir 

O desejo de um abrigo?

De um ombro amigo?

Que vejo em mim surgir.


Na intimidade de um sorriso flagrante

Emerge uma paixão sufocante

Que nos enrola na sensualidade

Dum mar que traz sal e saudade.


Mas nem tudo o que parece, é

Nestas ondas perco a fé.

Ao carregar o mundo às costas

Afogo-me sem respostas.


Ermo olhar no horizonte tristonho

O destino incerto é medonho

E, por isso, não quero ninguém. 


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