Marés de Emoção
Não há canções em vão
Na beleza do mar reside a solidão
Que despertou em mim o desejo d’outrem.
A sinfonia de elementos no ar
Não deixa esquecer aquele olhar.
Água, sal, marés que separam
Braços que antes abraçaram.
Fará sentido seguir
O desejo de um abrigo?
De um ombro amigo?
Que vejo em mim surgir.
Na intimidade de um sorriso flagrante
Emerge uma paixão sufocante
Que nos enrola na sensualidade
Dum mar que traz sal e saudade.
Mas nem tudo o que parece, é
Nestas ondas perco a fé.
Ao carregar o mundo às costas
Afogo-me sem respostas.
Ermo olhar no horizonte tristonho
O destino incerto é medonho
E, por isso, não quero ninguém.
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